IPS Brasil 2026: Lages fica próxima da média nacional, mas abaixo de outras grandes cidades de SC

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Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 avaliou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Em Santa Catarina, Luzerna, no Meio Oeste foi a cidade com melhor desempenho. 

Foto: Maurício Santos / Arquivo Lages Diário

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 colocou Santa Catarina entre os estados com melhor desempenho do país em qualidade de vida. No ranking estadual, o Estado aparece na terceira colocação nacional, atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (20) e avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais.

Em Lages, o índice registrado foi de 63,22 pontos, resultado próximo da média nacional, que ficou em 63,40 em uma escala de 0 a 100. No ranking geral dos municípios brasileiros, Lages aparece na 1.547ª posição, conforme a lista nacional do IPS Brasil 2026. No cenário estadual, a principal cidade da Serra Catarinense aparece apenas na 141ª posição em 295 municípios catarinenses. 

Entre os municípios catarinenses, o melhor desempenho foi de Luzerna, no Meio-Oeste, com 71,10 pontos, figurando entre as cidades mais bem avaliadas do país. Seguida por Joinville, com 69,93 pontos, ocupando a 35ª posição nacional. Na sequência entre os principais centros de Santa Catarina aparecem Blumenau, com 68,91, e Florianópolis, com 68,73.

Outras cidades importantes do Estado também ficaram acima da média nacional. Itajaí alcançou 67,70 pontos, enquanto Criciúma registrou 66,78 e Chapecó ficou com 66,32. Os resultados reforçam o desempenho positivo de Santa Catarina no levantamento, especialmente em comparação com a média brasileira.

Otacílio Costa lidera na Serra Catarinense

Entre os 18 municípios da Serra Catarinense, Otacílio Costa teve o melhor desempenho, com 66,32 pontos, aparecendo entre os 50 melhores resultados de Santa Catarina. Lages, maior cidade da região, ficou em segundo lugar na Serra, com 63,22 pontos, pontuação próxima da média nacional do IPS Brasil 2026, que foi de 63,40. 

Na outra ponta regional, São José do Cerrito registrou o menor índice entre os municípios serranos listados, com 54,57 pontos, ocupando a 5.047ª posição nacional e a penúltima colocação no Estado. O recorte mostra uma diferença de 11,75 pontos entre o melhor e o pior desempenho da Serra Catarinense

Pos. regionalMunicípioPosição em SCPosição nacionalIPS Brasil 2026
Otacílio Costa46º506º66,32
Lages141º1.547º63,22
Urupema153º1.667º62,99
São Joaquim173º2.037º62,08
Rio Rufino181º2.138º61,89
Ponte Alta185º
2.182º61,79
Palmeira197º2.327º61,48
Bom Retiro210º2.525º61,07
Correia Pinto228º2.704º60,73
10ºAnita Garibaldi235º2.905º60,27
11ºCampo Belo do Sul249º3.283º59,49
12ºUrubici264º3.764º58,50
13ºBom Jardim da Serra281º4.170º57,52
14ºBocaina do Sul282º4.232º57,37
15ºPainel284º4.249º57,33
16ºCerro Negro285º4.254º57,32
17ºCapão Alto292º4.528º56,58
18ºSão José do Cerrito294º5.047º54,57


Cidade paulista lidera ranking; Curitiba lidera entre as capitais

No cenário nacional, Gavião Peixoto (SP) lidera o ranking pelo terceiro ano consecutivo, com 73,10 pontos. Entre as capitais, Curitiba (PR) aparece na primeira colocação, com 71,29, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte. Já os piores desempenhos entre capitais foram registrados em Salvador, Maceió, Macapá e Porto Velho.

O IPS mede resultados sociais e ambientais, e não o volume de investimentos ou a riqueza dos municípios. A metodologia considera dimensões como Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades, reunindo indicadores ligados a moradia, saúde, educação, segurança, inclusão social, meio ambiente e acesso a serviços.

Apesar da melhora geral, o estudo aponta que o Brasil ainda enfrenta desigualdades relevantes. A dimensão de Oportunidades teve o menor desempenho no país, com destaque negativo para indicadores como direitos individuais, acesso à educação superior e inclusão social. Segundo o IPS Brasil, esses dados mostram que o progresso social segue distribuído de forma desigual entre regiões e municípios. 



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