Episódio derradeiro foi disponibilizado na Netflix no último dia de 2025.
Disponível na Netflix desde a noite de 31 de dezembro, o último episódio de Stranger Things encerra uma das séries mais populares da história do streaming, após nove anos apostando em emoção, espetáculo e algumas escolhas narrativas que devem dividir o público. O capítulo final concentra praticamente todas as respostas prometidas ao longo da temporada derradeira, mas preserva ambiguidades estratégicas — especialmente em relação à personagem mais simbólica da trama.
Abaixo, o Lages Diário traz uma análise sobre o episódio final, com spoilers. Então, se você ainda não assistiu nenhum dos episódios desta última temporada, mas principalmente não assistiu o grand finale, sugerimos você parar a leitura aqui e retornar posteriormente.
A batalha final e o fim da ameaça de Hawkins
O episódio se estrutura a partir de um confronto decisivo em Hawkins e no Upside Down. O plano elaborado pelo grupo combina ação física e enfrentamento psíquico, culminando no embate direto contra Vecna e a força que sustenta a existência do mundo invertido. A ameaça, construída ao longo de anos como algo quase impossível de deter, é finalmente neutralizada quando o elo entre as dimensões é rompido.
A sequência aposta em ritmo acelerado, efeitos visuais de grande escala e cortes paralelos entre os núcleos dos personagens, reforçando a ideia de que a vitória só seria possível de forma coletiva — um dos pilares narrativos da série desde a primeira temporada.
Sacrifícios e perdas marcam o desfecho
Como era esperado para um final definitivo, o roteiro não evita perdas. Um sacrifício central funciona como catalisador emocional da reta final e reforça o tom emotivo da conclusão. A morte de 008, irmã de Onze aprofunda o peso dramático da cena e serve como combustível para o desfecho do confronto.
Ao mesmo tempo, a série evita um massacre generalizado: a maioria dos protagonistas sobrevive e tem espaço para despedidas, conversas finais e decisões que indicam novos rumos fora da sombra constante do Upside Down.
O destino de Onze e o final em aberto
O momento mais comentado do episódio envolve Onze. Após desempenhar papel decisivo na derrota do vilão, a personagem aparentemente se sacrifica para selar definitivamente a ruptura entre os mundos. A narrativa, porém, evita uma confirmação direta de sua morte deixando ambígua.
No epílogo, pequenos indícios visuais e narrativos sugerem que Onze pode estar viva — ou ao menos que sua história não foi encerrada de forma absoluta. A escolha por um final ambíguo funciona como recurso dramático, permitindo que o público interprete o desfecho de acordo com sua própria leitura, além de manter aberta a possibilidade de expansões futuras do universo da série.
Encerramento dos arcos e tom de despedida
O episódio dedica tempo significativo ao pós-batalha. Há uma passagem de tempo de 18 meses desde a saída da cidade da quarentena, com Hawkins retomando a normalidade, enquanto os personagens se despedem uns dos outros e projetam o futuro. Relações são redefinidas, laços se fortalecem e a série reforça sua mensagem central: mais do que monstros e dimensões paralelas, Stranger Things sempre foi sobre amizade, amadurecimento e perda da inocência.
Avaliação final
O último episódio entrega um encerramento coerente com a trajetória da série. Embora algumas soluções possam parecer convenientes diante da complexidade da ameaça construída ao longo das temporadas, o saldo é majoritariamente positivo. O final prioriza emoção e memória afetiva, oferecendo aos fãs uma despedida à altura do fenômeno cultural que Stranger Things se tornou.
Entre respostas e silêncios propositais, a série se despede deixando a sensação de ciclo fechado — ainda que com uma porta entreaberta para o que pode vir depois.



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