Contato com água do mar, piscinas e exposição solar podem provocar irritações e infecções oculares durante a estação, alerta especialista.
O verão costuma alterar a rotina de milhões de pessoas, com mais tempo dedicado a praias, piscinas e atividades ao ar livre. Esse aumento da exposição ao sol e ao contato frequente com água salgada ou tratada quimicamente, no entanto, também traz impactos que vão além da pele e dos cabelos. A saúde dos olhos exige atenção específica nesta época do ano, já que irritações e infecções oculares se tornam mais comuns durante o período de férias.
- LEIA TAMBÉM: Como cuidar da pele e dos cabelos sem complicações
Segundo o oftalmologista Rodrigo T. Santos, do H.Olhos, hospital especializado em oftalmologia da rede Vision One, o contato prolongado com a água pode provocar desconfortos importantes. A água do mar, por exemplo, carrega sal, areia e micro-organismos que favorecem quadros de ardência, vermelhidão e ressecamento ocular. Já as piscinas, especialmente quando apresentam desequilíbrio no tratamento químico, podem causar irritação na superfície dos olhos devido ao cloro e a outros produtos utilizados na manutenção.
Um hábito comum, mas que representa risco, é abrir os olhos debaixo d’água. De acordo com o especialista, essa prática facilita a entrada direta de agentes irritantes e micro-organismos, aumentando as chances de inflamações e infecções. Crianças merecem atenção redobrada, pois costumam passar mais tempo em ambientes aquáticos e nem sempre conseguem relatar desconfortos de forma clara.
Usuários de lentes de contato estão entre os grupos mais vulneráveis durante atividades aquáticas. O uso das lentes no mar ou na piscina pode favorecer a aderência de bactérias e outros micro-organismos, mantendo-os em contato prolongado com os olhos e elevando o risco de infecções graves. A orientação médica é utilizar óculos de natação como forma de proteção. Para quem necessita de correção visual, alternativas como lentes de descarte diário, ortoceratologia — técnica que utiliza lentes durante o sono — ou a avaliação para cirurgia refrativa podem reduzir os riscos no dia a dia.
Outro ponto de atenção no verão é a exposição solar. A radiação ultravioleta pode causar danos à superfície ocular e contribuir para o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo. O uso de óculos escuros com proteção contra raios UV é considerado essencial, inclusive na praia e na piscina, já que a radiação se reflete na água e na areia, intensificando seus efeitos.
Após o banho de mar ou piscina, medidas simples ajudam a preservar a saúde ocular. Lavar o rosto com água corrente, evitar esfregar os olhos e manter as mãos limpas são cuidados básicos, assim como não compartilhar toalhas, óculos de natação ou outros objetos de uso pessoal.
Sinais como vermelhidão persistente, coceira intensa, ardor, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento excessivo ou presença de secreção não devem ser negligenciados. Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação oftalmológica. A automedicação pode mascarar sintomas e agravar quadros inflamatórios ou infecciosos.
A prevenção segue sendo a principal aliada durante o verão. A adoção de cuidados simples permite aproveitar praias e piscinas com mais tranquilidade, sem comprometer a saúde dos olhos.
*Com informações de Sig Eikmeier, da Target SP


.gif)
%20(1).gif)