CBMSC reforça prevenção no Carnaval e alerta para riscos em áreas sem guarda-vidas

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As equipes seguem mobilizadas, especialmente durante o feriado de carnaval. 

Foto: CBMSC / Divulgação

Com a proximidade do Carnaval e o aumento expressivo do fluxo de turistas no litoral, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) intensificou as ações de prevenção a afogamentos e reforçou o alerta sobre os perigos em locais sem a presença de guarda-vidas. O aviso integra o boletim mais recente da Operação Estação Verão e destaca a importância de escolhas seguras por parte de moradores e visitantes.

Para atender à alta demanda típica do feriado, o CBMSC mobilizou, em 2025/2026, a maior estrutura de salvamento aquático do país. O efetivo conta com 2.053 guarda-vidas, distribuídos em 429 postos ativos, além de um robusto aparato operacional que inclui 158 embarcações, 52 motoaquáticas, 35 quadriciclos, 134 viaturas e cinco aeronaves, entre helicópteros e aviões. O reforço representa um avanço em relação à temporada anterior e busca reduzir riscos em praias, rios e lagoas de Santa Catarina.

Prevenção em alta e queda nos salvamentos

Entre 15 de dezembro de 2025 e 31 de janeiro de 2026, as equipes realizaram cerca de 10 milhões de ações preventivas, superando os números do mesmo período do ano anterior. O resultado direto foi a diminuição das ocorrências: 2.093 salvamentos, contra 2.719 registrados na temporada passada. Segundo o CBMSC, o dado evidencia que a orientação direta aos banhistas tem evitado a entrada em áreas de risco. 

Áreas sem vigilância concentram maior risco

Os dados da temporada indicam que a maioria dos óbitos ocorre em locais sem cobertura de guarda-vidas. No ambiente marítimo, foram contabilizadas mortes tanto em áreas guarnecidas quanto não guarnecidas, mas o cenário é ainda mais crítico em águas doces, como rios e lagoas. Historicamente, turistas sem familiaridade com correntes, variações de profundidade e fundos irregulares compõem grande parte das vítimas.

O perfil das ocorrências também chama atenção:

  • Idade média de 24 anos, com registros envolvendo crianças e adolescentes em águas doces;
  • Período da tarde concentra quase 60% dos óbitos;
  • Predominância masculina entre vítimas em áreas sem vigilância.
  • Principais riscos e orientações ao banhista

O CBMSC reforça que as correntes de retorno seguem como a principal causa de afogamentos. Elas podem ser identificadas por trechos mais escuros e sem quebra de ondas. Em caso de arrastamento, a recomendação é nadar paralelamente à praia, jamais contra a corrente.

Em rios e lagoas, a ausência de ondas cria uma falsa sensação de segurança, mas correntes internas e desníveis no fundo aumentam o perigo. O Corpo de Bombeiros também orienta atenção às bandeiras de sinalização, que indicam desde baixo risco até áreas sem vigilância.

Outro ponto de alerta é a combinação de álcool e banho, considerada extremamente perigosa, sobretudo entre jovens, por reduzir reflexos e aumentar a autoconfiança.

Recomendações para um Carnaval seguro

  • Priorizar praias e locais com postos de guarda-vidas ativos;
  • Consultar o aplicativo CBMSC Cidadão para informações em tempo real;
  • Evitar áreas rochosas e costões;
  • Em caso de queimadura por água-viva, utilizar apenas água do mar e vinagre, disponíveis nos postos.

De acordo com o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, apesar da ampla estrutura disponível, a segurança depende também da atitude do banhista. “A tecnologia e o empenho das equipes não substituem a cautela individual. Escolher áreas guarnecidas e respeitar as orientações salva vidas”, destacou.

Números recentes da Operação Estação Verão

Na última semana monitorada, entre 3 e 9 de fevereiro, foram registrados 114 salvamentos e 593 mil ações preventivas. Todos os resgates estiveram relacionados a correntes de retorno. Houve ainda um óbito em água doce, envolvendo um homem de 38 anos, reforçando o alerta para o período carnavalesco.




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