Com status de ''Roqueiro do momento'', Yungblud lança a segunda parte de seu álbum ''Idols''

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Nos últimos meses, o cantor britânico Yungblud (Dominic Richard Harrison) parou de seguir padrões ditados pela indústria musical e começou a investir na imagem de rockstar que ELE quer ter. O ponto de partida dessa empreitada foi o lançamento da primeira parte do álbum ''Idols'' (em junho de 2025), mas, depois disso, dois outros eventos ajudaram a reposicionar a carreira de Dominic: em julho, ele entregou uma performance espetacular de ''Changes'' (clássico do Black Sabbath), durante o show de despedida de Ozzy Osbourne e, alguns meses depois, o cantor de 28 anos ganhou ainda mais a atenção dos roqueiros old-school, quando lançou um EP de inéditas em parceria com a lendária banda Aerosmith. Hoje, a consequência disso tudo é que pessoas de todas as idades veem Yungblud como um artista de respeito - e esse status deverá se reforçar, agora que a segunda parte de ''Idols'' acaba de ser lançada

Entre as 7 canções que complementam o álbum mais aclamado do cantor, estão as inéditas ''I Need You (To Make The World Seem Fine)'', ''The Postman'', ''Time'', ''War Pt.II'', ''Blueberry Hill'' e ''Suburban Requiem''. Além disso, também há um remix da já conhecida ''Zombie'' - onde, ao invés de cantar sozinho, Yungblud dividiu vocais com Billy Corgan, do The Smashing Pumpkins.




Agora, ''Idols'' possui um total de 19 faixas. Entre as canções que mais se destacaram na primeira parte do disco, estão as excelentes ''Hello Heaven, Hello'', ''Zombie'', ''Idols Pt.1'', ''War'', ''Ghosts'' e ''Lovesick Lullaby'' - aliás, cada uma delas contribuiu muito para que o trabalho em questão fosse indicado a ''Melhor Álbum de Rock'', na mais recente edição do Grammy. 




Yungblud ficou mundialmente famoso em 2019, quando participou do pop-punk ''I Think I'm Okay'' , a convite do cantor estadunidense Machine Gun Kelly. Essa música se tornou um hit muito maior do que os dois artistas esperavam: ela, não somente alavancou a carreira de Yungblud, como também resultou em um revival do pop-punk no mainstream e em duas outras colaborações do britânico com MGK (''Body Bag'' e ''Acting Like That''). Porém, durante anos, isso acabou enquadrando Dominic em um rótulo que não tem muito a ver com ele: ''o MGK é meu amigo, me ajudou demais e eu sou muito grato a ele, mas confesso que, diferente dele, eu nunca fui um cara do pop-punk. Sempre me identifiquei mais com o rock alternativo britânico'', admitiu Yungblud, em uma entrevista recente concedida ao podcast ''Steve-Os Wild Ride''. 




''Idols'' é, sem dúvidas, o álbum mais autêntico de Yungblud, até agora - afinal, os artistas/grupos que mais inspiraram Dominic a moldar a sonoridade deste trabalho são nomes europeus como Blur, Oasis, The Verve, U2, The Cure, David Bowie e Placebo. Quando escutamos o disco de cabo a rabo, as influências vindas desses gigantes do rock alternativo são facilmente perceptíveis, mas elas não soam como um pastiche, e sim como referências que moldam a identidade de um jovem roqueiro promissor. 

Confira, abaixo, uma das músicas que foram lançadas hoje: 




A coluna de Lucas Couto no Lages Diário tem o patrocínio de:

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