''O Mandaloriano & Grogu'' é melhor que a 3ª temporada da série, mas não precisava ser um filme

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(Foto: Divulgação/Lucasfilm: Walt Disney Studios Motion Pictures)


Depois que a Disney entregou o PATÉTICO filme ''A Ascensão Skywalker'', em dezembro de 2019, muita gente declarou que o universo Star Wars estava morto e enterrado. Porém, poucos meses depois, as excelentes duas primeiras temporadas da série ''O Mandaloriano'' acabaram resgatando a fé que muitas pessoas têm nessa icônica franquia. Por esse motivo, não é de se admirar que, nesta quinta-feira (21/05), os protagonistas dessa série tenham ganhado um filme próprio intitulado ''O Mandaloriano & Grogu''. 




Antes de falar especificamente sobre o filme em questão, quero dar um breve resumo da série (sem spoilers), para aqueles que ainda não a assistiram: 


O personagem-título de ''O Mandaloriano'' é Din Djarin, um caçador de recompensas interpretado por Pedro Pascal que segue à risca o código mandaloriano de nunca mostrar o seu rosto. Grogu, por sua vez, é uma criança que chegou a receber treinamento da Academia Jedi, mas se exilou, quando o Império galáctico liderado por Palpatine e Darth Vader começou a exterminar todos os Jedi, em ''A Vingança dos Sith'' (embora a trama de ''O Mandaloriano'' se passe mais de 30 anos após os eventos de ''A Vingança dos Sith'', Grogu continua sendo uma criança, pois ele envelhece bem mais lentamente que as demais pessoas, por ser da mesma espécie que o Mestre Yoda). 

A trama de ''O Mandaloriano'' começa cinco anos após os eventos de ''O Retorno de Jedi''.  Os dois personagens principais se conhecem logo no primeiro episódio, quando um simpatizante do extinto Império contrata Din Djarin para que ele extermine Grogu. Ao conhecer a criança, Din Djarin acaba se afeiçoando a ela e decide criá-la paternalmente. Porém, ao longo das duas primeiras temporadas, Din Djarin descobre que Grogu possui poderes Jedi e precisa de treinamento especializado. 

O final da segunda temporada foi, certamente, um dos melhores momentos já vistos no universo Star Wars, mas, depois disso, veio o spin-off ''O Livro de Boba Fett'' (2021) e a terceira temporada de ''O Mandaloriano'' (2023), que deram uma continuidade fraquíssima à história de Din Djarin e Grogu. 

Mesmo assim, os executivos da Disney decidiram lançar um filme protagonizado por esses dois personagens - afinal, por mais que a empresa do Mickey Mouse tenha introduzido dezenas de personagens à saga Star Wars, de 2012 pra cá, pouquíssimos foram tão bem-recebidos pelo público quanto Din Djarin e Grogu. A ideia de Dave Filoni (atual Presidente deste universo cinematográfico) é dar sequência aos acontecimentos da última trilogia Star Wars, mas, como ''A Ascensão Skywalker'' acabou manchando o nome da franquia, ele decidiu lançar, primeiro, um spin-off de médio porte, para testar se o público ainda sente vontade de ver Star Wars nos cinemas. 



O novo filme em si 



Dirigido por Jon Favreau (diretor da grande maioria dos episódios da série) ''O Mandaloriano & Grogu'', acompanha os dois protagonistas em uma missão pela Nova República: a dupla precisa capturar um simpatizante do extinto Império Galáctico, mas, para descobrir onde ele se esconde, eles devem fazer uma troca de favores com dois chefões do crime — os gêmeos que assumiram o trono do falecido Jabba The Hutt estão prometendo revelar o paradeiro desse saudosista da ditadura, se Din Djarin e Grogu localizarem e entregarem a eles o jovem Rotta The Hutt (que, aliás, não era visto em nenhuma obra Star Wars desde o filme animado ''A Guerra dos Clones'', onde ele apareceu bebê). 

Embora  o rosto de Din Djarin só apareça em uma única cena específica, o carisma da dupla principal é bem-explorado e faz com que o filme seja uma experiência positiva. Também destaco aqui o carismático Rotta The Hutt (que é dublado por Jeremy Allen White, da série “O Urso'') e os divertidos Anzellans (pequenas criaturas que fazem um combo de fofura com Grogu). 


Depois do baixo nível de qualidade que nós vimos em ''O Livro de Boba Fett'' e na 3ª temporada de ''O Mandaloriano'', é reconfortante ver Din Djarin e Grogu voltando a protagonizar uma obra BOA! Contudo, este filme não chega ao mesmo patamar de excelência das duas primeiras temporadas da série e, também, não traz nada extraordinário que explique o porquê d’ele ter sido lançado nos cinemas, ao invés de estrear diretamente na Disney+. “O Mandaloriano & Grogu” parece mais um longo episódio filler da série do que um filme. 

É claro que este não é o longa-metragem mais fraco da franquia Star Wars — ele é divertido e supera com folga os péssimos “A Ascensão Skywalker” e “Han Solo: Uma História Star Wars”. Porém, nós, fãs, sempre esperamos um nível de grandiosidade bem maior, quando vamos ao cinema para assistir a um filme situado nesse universo. 



A coluna de Lucas Couto no Lages Diário tem o patrocínio de:

                         

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