Conhecido como "Mão Santa", por sua incrível precisão nos arremessos, Schmidt foi um dos expoentes do basquete mundial e responsável por popularizar o esporte no Brasil.
![]() |
| Foto: COB / Divulgação |
O basquete brasileiro se despede de um de seus maiores ídolos. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, no interior de São Paulo, após passar mal. A informação foi confirmada pela família do ex-jogador, que marcou gerações dentro e fora das quadras, mas a causa do mal estar não foi divulgado.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma carreira histórica e se tornou referência mundial pelo talento ofensivo e pela impressionante capacidade de pontuar. Ao longo de mais de duas décadas como atleta profissional, acumulou números expressivos e conquistou reconhecimento internacional, sendo considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Natural de Natal (RN), Oscar nasceu em 1958 e iniciou sua trajetória ainda jovem, ganhando destaque rapidamente no cenário nacional. Sua carreira incluiu passagens por clubes do Brasil e da Europa, além de atuações marcantes pela seleção brasileira em cinco edições dos Jogos Olímpicos — competição na qual se tornou o maior pontuador da história.
Um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos em uma vitória histórica. O feito ajudou a consolidar o nome de Oscar como símbolo do basquete nacional.
Mesmo sem ter atuado na NBA, o brasileiro alcançou reconhecimento global e chegou ao Hall da Fama do basquete, reforçando sua relevância no esporte. Sua carreira também foi marcada pela longevidade — foram 26 anos em atividade profissional — e por recordes que atravessaram décadas.
Nos últimos anos, Oscar havia enfrentado problemas de saúde após um longo tratamento contra um câncer no cérebro, diagnosticado ainda na década passada. Apesar das dificuldades, manteve-se ativo como palestrante e figura pública, inspirando milhares de pessoas com sua história de superação.
A morte do ex-jogador gerou comoção no meio esportivo e entre fãs, que reconhecem em Oscar Schmidt não apenas um atleta excepcional, mas um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil.
Seu legado permanecerá vivo na memória do esporte nacional, marcado por talento, dedicação e uma trajetória que ajudou a colocar o Brasil entre os grandes nomes do basquete mundial.
Ele deixa a esposa e dois filhos. Ainda não foi divulgado detalhes sobre velório e sepultamento.

