Profissionais e estudantes de Lages participaram de uma ação veterinária durante a 71ª Festa do Peão de Barretos, acompanhando de perto procedimentos de manejo, sanidade, fiscalização e bem-estar de animais de grande porte.
Da DZ7 Comunica
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| Fotos: DZ7 Comunica / Divulgação |
A experiência de lageanos nos bastidores da 71ª Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, ajudou a revelar uma parte do evento que pouco chega aos olhos do público; o trabalho realizado para garantir as condições adequadas dos animais que participam das competições.
Entre os profissionais envolvidos na ação esteve a médica-veterinária Helenara Machado da Silva, formada pela Udesc, em Lages, e atualmente professora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Unifeb, em Barretos (SP). Ao lado do professor Marcus Vinícius Carlan Buelta, ela coordenou uma equipe de estagiárias de diferentes fases do curso, que acompanhou as atividades desenvolvidas pelos médicos-veterinários do Parque do Peão, Marcos Sampaio de Almeida Prado, conhecido como Dr. Kiko, e Lara Almeida Prado.
A participação de profissionais com formação ligada a Lages, na Serra Catarinense, aproximou a realidade de um dos maiores eventos do segmento no país das discussões sobre manejo e bem-estar animal que também fazem parte da rotina de eventos realizados em Santa Catarina.
Um trabalho que começa antes da arena
Enquanto milhares de pessoas acompanham as competições nas arquibancadas, uma equipe trabalha nos bastidores para acompanhar os animais desde a chegada ao Parque do Peão.
A rotina inclui a conferência da Guia de Trânsito Animal (GTA), dos exames e documentos sanitários exigidos, além da avaliação das condições físicas dos animais no desembarque.
Durante a permanência no local, também são observados os alojamentos, bebedouros, comedouros e as condições de bovinos, equinos e carneiros antes, durante e depois das diferentes modalidades.
Um dos aspectos que chamou a atenção de Helenara foi o cuidado com o próprio ambiente durante o manejo. O desembarque era realizado com antecedência, de maneira organizada e com o mínimo de barulho possível, permitindo que os animais tivessem tempo para se adaptar ao espaço antes das provas.
Segundo a médica-veterinária, o trabalho vai além da fiscalização das condições imediatas dos animais. O acompanhamento profissional também é fundamental para decisões que podem determinar a permanência, retirada ou até a aposentadoria de um animal das competições.
“As pessoas talvez não tenham a dimensão do papel do médico-veterinário na decisão de manter, retirar ou aposentar os grandes competidores”, destaca Helenara.
A avaliação considera as condições físicas, clínicas e comportamentais de cada animal. A partir dessas informações, o profissional pode determinar se ele está apto a participar de uma atividade ou se é necessário interromper sua participação.
De Barretos para Santa Catarina
A estrutura encontrada em Barretos é característica de um evento de grande porte, mas os princípios relacionados ao bem-estar animal podem ser aplicados em atividades de diferentes dimensões.
Transporte adequado, espaços seguros, água potável, alimentação, alojamentos apropriados, manejo responsável e acompanhamento veterinário são cuidados importantes em rodeios, provas de laço, exposições, leilões e outros eventos envolvendo animais.
A experiência ganha ainda mais relevância para Santa Catarina, estado com forte ligação com a pecuária, a criação de cavalos e as tradições do campo.
Nesse contexto, a participação de profissionais e estudantes ligados a Lages em um evento da dimensão de Barretos também representa uma oportunidade de trazer conhecimento e experiências para uma região que mantém uma relação histórica com as atividades rurais.
Para Helenara, os animais devem estar no centro dessa preocupação, com boas condições desde o transporte até a permanência no local, além de assistência veterinária e um ambiente seguro para animais, profissionais e público.
Bastidores que também são sala de aula
A participação em Barretos também teve um importante caráter acadêmico. A atividade permitiu que estudantes do curso de Medicina Veterinária acompanhassem, na prática, situações relacionadas à fiscalização, sanidade, trânsito e bem-estar de animais de grande porte.
Entre as acadêmicas que participaram das atividades está Jamylle Silvério da Silva Pinto, do 8º termo de Medicina Veterinária do Unifeb.
Para ela, a experiência representou uma oportunidade de ampliar os conhecimentos adquiridos durante a graduação e conhecer de perto uma realidade profissional que envolve grandes eventos.
“A escolha por realizar o estágio durante a Festa do Peão de Barretos surgiu do interesse em ampliar meus conhecimentos práticos dentro da Medicina Veterinária, especialmente nas áreas relacionadas à fiscalização, sanidade, trânsito e bem-estar de animais de grande porte”, relata.
Para Helenara, esse tipo de experiência aproxima os estudantes da realidade profissional e permite compreender a responsabilidade envolvida nas decisões relacionadas às condições dos animais.
Um olhar que sai da arena
A participação de profissionais e estudantes ligados a Lages nos bastidores da Festa do Peão de Barretos evidencia que, por trás das grandes competições, existe uma estrutura dedicada ao acompanhamento dos animais.
A experiência também reforça que o cuidado não começa quando o animal entra na arena nem termina quando a prova acaba. Ele envolve planejamento, transporte, documentação, estrutura, manejo e acompanhamento veterinário.
Para regiões como a Serra Catarinense, onde eventos ligados à cultura e às tradições do campo fazem parte do calendário, o que foi observado em Barretos pode servir como referência para fortalecer práticas cada vez mais responsáveis.
Assim, a presença de lageanos em uma das maiores festas do gênero do país não representa apenas uma participação em um grande evento. É também uma oportunidade de levar conhecimento, trocar experiências e ampliar a discussão sobre como tradição, entretenimento e bem-estar animal podem caminhar juntos.
Eu reforçaria ainda mais a “identidade lageana” se você tiver os nomes de outros participantes de Lages. Nesse caso, podemos transformar a matéria em uma pauta com o enfoque: “Da Serra Catarinense para Barretos: lageanos atuam nos bastidores do maior rodeio da América Latina”.



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