Publicação lançada pela ACAERT e pelo MPSC reúne 21 recomendações para uma abordagem mais ética, responsável e cuidadosa da violência contra mulheres.
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| Fotos: J. Somensi / Acaert |
A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançaram, nesta segunda-feira (17), em Florianópolis, um guia voltado à cobertura jornalística de casos de violência contra mulheres. A publicação foi apresentada durante evento realizado no auditório do MPSC e é destinada principalmente a jornalistas profissionais e estudantes de Jornalismo.
Intitulado “Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística de Casos de Violência contra Mulheres”, o material foi elaborado pela professora e pesquisadora Melissa Amaral. A proposta é oferecer referências para uma comunicação mais ética, responsável e comprometida com a proteção e a dignidade das vítimas.
Publicação reúne 21 recomendações
O guia apresenta 21 boas práticas, abrangendo diferentes etapas do trabalho jornalístico, desde a definição da pauta e apuração das informações até a produção e divulgação da notícia.
Segundo Melissa Amaral, a publicação não pretende ensinar como fazer jornalismo, mas servir como uma ferramenta de consulta para profissionais e acadêmicos.
“A intenção foi oferecer referências do que já existe e propor um checklist aos jornalistas”, explica a autora.
A pesquisadora também destaca o papel social da imprensa na abordagem de casos de violência. Para ela, a comunicação pode contribuir não apenas para informar, mas também para conscientizar a sociedade e ajudar na prevenção de novas situações de violência.
A ACAERT já iniciou a distribuição do guia às emissoras associadas. A entidade também pretende encaminhar a publicação a cursos de Jornalismo e instituições ligadas à radiodifusão em todo o país.
Comunicação responsável pode ajudar a combater a violência
O presidente da ACAERT, Mário Neves, ressaltou que a forma como casos de violência são apresentados ao público exige atenção especial dos profissionais de comunicação.
Segundo ele, o guia reúne referências para auxiliar jornalistas a tratar o tema com responsabilidade, sensibilidade, ética e respeito à dignidade humana.
A procuradora-Geral de Justiça do MPSC, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, também destacou a importância da comunicação na transformação cultural relacionada à violência contra as mulheres.
Para ela, a escolha das palavras e da abordagem jornalística pode contribuir para evitar a reprodução de estereótipos, a naturalização da violência e a tentativa de justificar crimes.
Roda de conversa reuniu profissionais da imprensa
Após o lançamento, o evento contou com uma roda de conversa sobre a cobertura jornalística de casos de violência contra mulheres. Participaram Vanessa Wendhausen Cavallazzi, Melissa Amaral e profissionais de veículos de comunicação de Santa Catarina.
Entre os participantes estavam Schaina Marcon, comunicadora da Rádio Clube de Lages e repórter do SBT; Elaine Simiano, coordenadora do Núcleo de Atendimento à Globo em Santa Catarina; e Juliana Rabelo, repórter da NDTV Record.
O encontro também reuniu membros e servidores do MPSC, além de representantes do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, da OAB/SC e da Defensoria Pública de Santa Catarina. A programação foi transmitida ao vivo pelo YouTube.
Onde acessar o guia?
O Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística de Casos de Violência contra Mulheres está disponível para consulta e download no site da ACAERT.
Canais de denúncia e atendimento
Casos de violência podem ser denunciados pelos canais oficiais de atendimento. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Também estão disponíveis os seguintes canais: Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher; Disque 100 – Direitos Humanos; Disque 181 – Polícia Civil de Santa Catarina; WhatsApp da Polícia Civil de SC: (48) 98844-0011; Ouvidoria da Mulher: 127; Denúncia online pelo portal do MPSC; NEAVIT – Núcleo de Enfrentamento à Violência e Defesa dos Direitos da Mulher; e Promotorias de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina.
Em situações de risco imediato, a recomendação é procurar ajuda e acionar os serviços de emergência.





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