Fenômeno deve se intensificar entre o fim do inverno e o início da primavera, elevando a atenção para chuvas volumosas e temporais em Santa Catarina.
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| Média das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) durante o mês de julho de 2026. Fonte: Bureau of Meteorology (BOM) |
O El Niño está em rápida intensificação e deve ganhar ainda mais força nos próximos meses. Uma nova atualização do monitoramento climático divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Centro de Previsões Climáticas dos Estados Unidos (CPC/NOAA) aponta uma probabilidade superior a 90% de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre setembro e outubro de 2026.
A avaliação considera as condições observadas no Oceano Pacífico, especialmente na região do Niño 3.4, utilizada como referência para acompanhar a evolução do fenômeno.
Em agosto, a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4 apresenta, em média, 1,4°C acima da climatologia, cenário compatível com um El Niño entre moderado e forte.
O monitoramento semanal mais recente, divulgado na segunda-feira (10), registrou uma anomalia ainda maior, de 1,8°C acima da média. Para que o fenômeno seja oficialmente classificado como forte, com anomalia superior a 1,5°C, esse patamar precisa permanecer durante o mês.
A NOAA estima 93% de probabilidade de o El Niño alcançar intensidade muito forte, caracterizada por anomalia superior a 2°C, entre setembro e outubro.
O cenário também chama atenção pela possibilidade de o evento apresentar uma intensidade excepcional. Segundo as projeções, existe 69% de chance de que este seja o El Niño mais intenso desde 1950.
A tendência de manutenção do fenômeno em níveis muito fortes também permanece elevada. Entre outubro e dezembro, a probabilidade chega a 95%.
Chuva e temporais exigem atenção
Os efeitos da configuração climática já começam a ser percebidos. Julho terminou com volumes de chuva acima do esperado para o período, e a tendência apontada pelo monitoramento é de que o cenário de precipitações elevadas continue em agosto.
A preocupação aumenta principalmente com a chegada da primavera e do verão, épocas que naturalmente apresentam maior frequência de chuva em Santa Catarina.
Com a intensificação do El Niño, o padrão pode favorecer mais episódios de chuva e volumes acumulados elevados, aumentando a possibilidade de ocorrências relacionadas ao excesso de precipitação.
Entre os riscos estão alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e temporais acompanhados de ventos fortes.
Monitoramento continua em Santa Catarina
Diante da evolução do fenômeno, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC/SC) e a Epagri/Ciram mantêm o acompanhamento das condições oceânicas e atmosféricas.
A evolução do El Niño será importante para as projeções climáticas dos próximos meses, especialmente em relação ao comportamento das chuvas e à ocorrência de temporais durante a primavera e o verão.




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