Crítica- Nem mesmo Wagner Moura e Greta Lee salvam o frustrante “A Última Casa”

(Foto: Distribuição/Netflix)



Quando um filme não possui potencial algum, o fato d'ele acabar sendo ruim não é nada decepcionante. Porém, quando um filme desperdiça bons atores e uma história que poderia ter sido bem-aproveitada, a sensação dos espectadores, ao término da obra, é extremamente amarga - por isso, creio que ''A Última Casa'' é o pior longa-metragem de 2026, até agora! 

Este filme estreou na última sexta-feira (07/09), diretamente no catálogo da Netflix e, desde então, ocupa o 1° lugar, na lista das produções mais assistidas da semana, em tal plataforma. Porém, apesar dessa audiência alta, os feedbacks que ''A Última Casa'' vem recebendo são muito negativos — de acordo com o site Rotten Tomatoes, este filme conta com a aprovação de apenas 27% dos críticos especializados e 28% do público geral.

A trama de ''A Última Casa'' gira em torno de uma família que acaba ficando trancada dentro de casa, devido a alguma anomalia da natureza. Não demora muito até eles perceberem que esse fenômeno também aconteceu em todas as outras casas do mundo. Com isso, eles são obrigados a arrumar maneiras para sobreviver em confinamento. 

Este longa-metragem começa de maneira bem interessante — afinal, inicialmente, a premissa citada parece uma metáfora a respeito do período de lockdown que o mundo viveu, durante a pandemia da Covid-19. Se o roteirista Matthew Robinson tivesse desenvolvido o desenrolar da trama de uma maneira mais pé no chão, ''A Última Casa'' poderia ter sido um ótimo filme... porém, não é isso que acontece: o terceiro ato da trama ''viaja tanto na maionese'' que faz com que a história (que, até então, estava envolvente) se torne ridícula. É um grande exemplo de como um final ruim pode destruir tudo o que um filme estava entregando de bom. 

O elenco de ''A Última Casa'' é encabeçado pela estadunidense Greta Lee (indicada ao Oscar, por ''Vidas Passadas'') e pelo brasileiro Wagner Moura (que dispensa apresentações). Obviamente, os dois atuam muito bem neste filme, mas nem eles conseguem salvar a pataquada que é o desfecho dele. 




Os próximos filmes de Wagner devem ser melhores


Wagner Moura gravou ''A Última Casa'' em maio do ano passado, quando ele ainda não havia conseguido uma vitória no Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar, por sua atuação em ''O Agente Secreto''. Naquela época, o ator baiano já era conhecido por obras como ''Narcos'' (2015-2017), mas não era tão requisitado internacionalmente quanto passou a ser, após a temporada de premiações de 2026. 

Desde que Wagner esteve no Globo de Ouro e no Oscar, ele passou a receber muito mais ofertas internacionais de trabalho e acabou escolhendo atuar no terror ''Flesh of The Gods'' (com Kristen Stewart), no drama ''Art'' (com Ralph Fiennes e Colin Farell), no thriller político ''Gosto de Cereja'' e em um prelúdio da franquia ''Onze Homens e um Segredo'' (com Bradley Cooper, Margot Robbie e Monica Barbaro). Todas essas quatro obras devem estrear em 2027.


A única coisa que explica um filme tão frustrante quanto ''A Última Casa'', na filmografia de Wagner Moura, é a necessidade de se projetar e fazer networking no meio estrangeiro do cinema. Porém, agora que o ex-Capitão Nascimento já está bem mais estabelecido nos Estados Unidos, creio que ele pode se dar ao luxo de não ter que fazer algo como ''A Última Casa'' novamente. Por isso, creio que ''Flesh of The Gods'', ''Art'', ''Gosto de Cereja'' e o spin-off de ''Onze Homens e um Segredo'' serão filmes bem melhores que este novo lançamento da Netflix. 


A coluna de Lucas Couto no Lages Diário tem o patrocínio de:

                         





Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem