Colheita do pinhão 2026 inicia com previsão de menor safra em Santa Catarina

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A estimativa é uma colheita de 3,7 mil toneladas, uma queda de 32% se comparada a safra do ano passado. 

Foto: Pablo Gomes / Epagri

A safra de pinhão 2026 em Santa Catarina teve início oficialmente nesta quarta-feira (1º), marcando a liberação da colheita conforme estabelece a Lei Estadual nº 15.457/2011. O período, tradicionalmente associado ao outono e inverno, movimenta tanto a gastronomia quanto a economia da Serra Catarinense, com impacto direto na renda de milhares de famílias rurais.

De acordo com estimativa da Epagri, a safra deste ano deve alcançar cerca de 3,7 mil toneladas de pinhão nos 18 municípios da Serra Catarinense. O volume representa uma redução significativa de aproximadamente 32% em relação a 2025, quando foram colhidas 5,4 mil toneladas.

Apesar da queda na produção, a perspectiva é de um cenário positivo para os produtores. A menor oferta tende a pressionar os preços para cima, ou ao menos mantê-los em patamares semelhantes ao do ano passado, quando o quilo do pinhão foi comercializado, em média, a R$ 6,44.

Safra é fonte de renda para milhares de famílias

A cadeia produtiva do pinhão segue sendo essencial para a economia regional. Dados do IBGE indicam que, das cerca de 34 mil famílias rurais da Serra Catarinense, aproximadamente 10 mil dependem diretamente da safra, o que corresponde a quase 30% do total.

Durante os meses de colheita, produtores se dedicam à atividade extrativista, que envolve a coleta das pinhas diretamente das araucárias — um trabalho tradicional, mas que exige técnica e cuidados devido aos riscos.

Painel lidera produção e concentra grande parte da safra

O município de Painel, localizado a cerca de 25 quilômetros de Lages, segue como principal polo produtor de pinhão no Estado. Para a safra 2026, a previsão é de uma produção de aproximadamente 1,2 mil toneladas, o que representa quase um terço de todo o volume regional.

Reconhecida como a Capital Catarinense do Pinhão, conforme a Lei Estadual nº 18.638/2023, a cidade tem no extrativismo uma das principais atividades econômicas. Cerca de 80% das famílias rurais locais estão envolvidas direta ou indiretamente na cadeia produtiva.

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