Com ar de “Bonnie & Clyde” gótico e feminista, “A Noiva” é o “Coringa 2 que deu certo”

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(Foto: Warner Bros/Divulgação)

Se ''Coringa: Delírio a Dois'' (2024) tivesse ficado longe das mãos de Todd Phillips, os executivos da Warner Bros teriam conseguido fazer com que ele fosse um filme bom. Agora, o mundo inteiro sabe disso, graças ao longa-metragem “A Noiva” — que estreou hoje nos cinemas brasileiros e é assinado por Maggie Gyllenhall, em parceria com a Warner. 

Este lançamento é uma releitura do clássico filme “A Noiva de Frankenstein” (1935). A ideia inicial era lançá-lo no final do ano passado, mas ele acabou sendo adiado para março deste ano, pois a Warner não queria que “A Noiva” estreasse na mesma época que o “Frankenstein” de Guillermo Del Toro — afinal, por mais que ambos os filmes se baseiem no universo literário de Mary Shelley, eles são dois longas-metragens completamente distintos e sem relação alguma um com o outro.

Em “A Noiva”, acompanhamos Ida — uma mulher que é vítima de abusos sexuais vindos, tanto da máfia quanto da polícia corrupta. Logo no começo do filme, a protagonista é assassinada , mas acaba sendo revivida pelo Frankenstein, que quer uma companheira para passar a eternidade com ele. Ida acaba formando um casal com Frankenstein, pois ela não possui memória alguma da vida que ela viveu, mas, durante uma noitada, eles acabam matando dois assediadores — e isso faz com que Ida e Frank comecem a ser perseguidos pela polícia, mas também iniciem um movimento involuntário na sociedade dos anos 1930. 

Basicamente, Maggie Gyllenhaal uniu a temática gótica de “Frankenstein” com a pegada de casal criminoso de “Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas” (1967), acrescentando uma presença forte de mensagens feministas no roteiro. 

A dinâmica entre o casal de criminosos esquisitões presente em “A Noiva” acaba funcionando da maneira que nós QUERÍAMOS que o casal Coringa e a Arlequina tivesse funcionado, em “Coringa: Delírio a Dois” (e no igualmente decepcionante “Esquadrão Suicida”, de 2016). 

Quem interpreta Ida, neste novo filme, é Jessie Buckley — atriz que está colecionando vitórias nesta temporada de premiações cinematográficas, graças ao seu fantástico desempenho visto em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (2025). A atuação de Jessie em “A Noiva” reforça o status dela como uma das atrizes mais talentosas que surgiram nos últimos anos, mas ela não brilha sozinha neste longa-metragem — afinal, quem interpreta o Frankenstein, aqui, é o sempre excepcional Christian Bale (conhecido por filmes como “Psicopata Americano”, “Vice” e a trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”).

Maggie Gyllenhaal é irmã do ator Jake Gyllenhaal (que, aliás, também está presente em “A Noiva”). Ela ingressou na indústria do cinema como atriz e chegou a atuar em obras marcantes como “Secretária” (2002), “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008), “Coração Louco” (2009) e “The Honorable Woman” (2014). Porém, há alguns anos, Maggie vem se dedicando apenas à função de diretora. “A Noiva” é somente o 2º filme que ela dirige (a estreia dela atrás das câmeras aconteceu em “A Filha Perdida”, de 2021). 

“A Noiva” está sendo exibido diariamente, no Cinemark de Lages. Porém, todas as sessões da programação são dubladas. 

Confira o trailer:



A coluna de Lucas Couto no Lages Diário tem o patrocínio de:

                         

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