Na manhã desta quarta-feira (14/10), o empresário Ricardo Avlis (conhecido como “Ricardinho”) foi preso preventivamente, em Chapecó, durante uma operação do GAECO que investiga irregularidades em processos licitatórios relacionados à contratação de empresas para a realização da ExpoCaçador 2026.
Ricardo é CEO da produtora AME (Arte, Música e Entretenimento), que já organizou várias edições da Festa Nacional do Pinhão, aqui em Lages (inclusive, a edição mais recente da Festa). Além disso, Ricardo também é vocalista da banda de rock Santograau, que participa dos eventos da AME com bastante frequência.
A operação policial que prendeu Ricardo se chama Operação Apoteose e cumpre, atualmente, 12 mandatos de busca e apreensão, em Santa Catarina. No mesmo dia, ela também prendeu o empresário Clovis Sandri, que é sócio-administrador da C3 Sul (produtora que também está envolvida nas investigações do GAECO).
De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), existem indícios de que os procedimentos de contratação relacionados à ExpoCaçador podem ter sido previamente fraudados para beneficiar participantes. As fraudes que supostamente ocorreram são: compartilhamento de informações privilegiadas, manipulação de preços de referência, utilização de empresas vinculadas entre si nas pesquisas de mercado e combinação prévia das condições dos certames — porém, é importante destacar que todas essas suspeitas ainda estão sendo investigadas, sob sigilo judicial.
Além de prender esses possíveis envolvidos em irregularidades, a Justiça também proibiu que todas as empresas investigadas no caso participem de novas licitações do município de Caçador.
A ExpoCaçador 2026 ocorreu nos dias 20, 21, 22 e 23 de março deste ano, promovendo atrações como os shows de Luan Santana, Hugo & Guilherme, Isadora Pompeo e Bruno & Marrone, no Parque das Araucárias, de Caçador. Segundo uma nota oficial publicada pela Prefeitura da cidade, todo o processo licitatório deste evento está devidamente documentado e não possui irregularidades.
Jornalistas do portal ND Mais tentaram entrar em contato com os advogados de defesa dos investigados, mas não obtiveram resposta.
.gif)


Postar um comentário