Da esquerda para a direita: Henrique Pereira Soares, William Rossetto, Will Anjos e Marco Antônio Alves, em imagem promocional recente da Blood Eyes (Foto: Bianca Krug de Jesus/Divulgação)
Nesta semana, a banda lageana Blood Eyes anunciou o seu retorno ao cenário musical, após 7 anos de hiato. Por esse motivo, a Coluna Lucas Couto entrou em contato com Henrique Pereira Soares (baixista do grupo), que acabou concedendo uma entrevista com várias revelações a respeito dessa volta!
Segundo Henrique, a ideia de retomar as atividades da Blood Eyes começou a ser considerada em meados de 2024, quando o guitarrista William Rossetto voltou a morar em Lages: ''a partir daí, eu fui plantando a sementinha na cabeça deles (risos). O Will (vocalista) e o William passaram um tempo residindo fora de Lages, mas daí o William voltou pra cá e a ideia de voltar começou a tomar rumo. Nós tínhamos algumas músicas compostas que nunca foram finalizadas e queríamos, ao menos, gravar e lançar essas músicas''.
Entre os cinco integrantes da formação que a Blood Eyes tinha, em 2019, o único que não pôde participar dessa volta é o guitarrista Luiz Gabriel Muller — que, segundo Henrique, saiu da banda amigavelmente, devido às complicações geradas por ele estar morando em outra cidade. Os demais membros acabaram optando por seguir um formato de quarteto, ao invés de escalar algum substituto para Luiz.
Em maio de 2025, Will Anjos, William Rossetto, Henrique Pereira Soares e Marco Antônio Alves (baterista, também, da lendária banda Orquídea Negra) voltaram a se reunir, para ensaios e gravações. A ideia inicial dos quatro era somente trabalhar músicas que estavam guardadas há anos, mas, com o tempo, esses encontros acabaram ganhando um propósito maior: ''conforme íamos ensaiando, nós sentimos a necessidade de voltar aos palcos, pois as músicas novas nos motivaram bastante'' — declarou Henrique, à Coluna Lucas Couto.
Quando perguntado sobre a temática lírica das músicas que estão por vir, Henrique respondeu que elas possuem um ''posicionamento político mais aflorado e explícito'' que as composições presentes no álbum ''Veneradores do Sol'' (único lançamento da Blood Eyes, até o momento). Segundo o baixista lageano, esse desejo de fazer músicas com teor mais direto se desenvolveu durante o hiato da banda, muito por causa do atual momento político do Brasil: ''a banda está com vontade de fazer música para servir, não só como estética ou entretenimento, mas também como posicionamento e provocação''.
Henrique assegurou que essas músicas novas não fogem da pegada de Metal característica que a Blood Eyes seguiu, de 2010 a 2019, mas também afirmou que elas apresentam algumas experimentações que a banda nunca havia feito: ''a sonoridade delas continua com a cara da Blood Eyes. São pesadas, com vocal marcante... mas, nelas, nós experimentamos andamentos diferentes, camadas de guitarra e baixo, que dão ambiência e trazem uma percepção diferente. Ao mesmo tempo que têm riffs rápidos, têm também riffs quebrados, breakdows... é metal com influência de diferentes estilos''.
O show de retorno da Blood Eyes será gratuito e acontecerá no Old's Cool Custom Pub, de Lages, no dia 14 de novembro deste ano. Durante esse espetáculo, a banda tocará todo o repertório do álbum ''Veneradores do Sul'', várias músicas inéditas em primeira mão e, também, o single ''Ovelhas e Lobos'' — que ainda não chegou às plataformas digitais, mas, segundo Henrique, provavelmente, já estará lançado, na época do evento.
Enquanto ''Ovelhas e Lobos'' não chega, ouça ''Seres da Mente'', do álbum ''Veneradores do Sol'':
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