"Viver é Melhor que Sonhar" acompanha a fase pouco conhecida da vida do cantor, quando ele deixou patrimônio e identidade para percorrer a América Latina ao lado de Edna.
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| Fotos: H2O Produções / Divulgação |
O filme “Viver é Melhor que Sonhar”, inspirado nos últimos anos da trajetória de Belchior, ganhou suas primeiras imagens. Dirigido por Eduardo Albergaria, o longa aborda um dos períodos mais misteriosos da vida do cantor e compositor cearense, quando ele deixou para trás a carreira consolidada e passou a viver de forma itinerante ao lado de Edna, seu novo amor.
Protagonizado por Luiz Carlos Vasconcelos, no papel de Belchior, e Isabela Garcia, como Edna, o filme tem características de road movie e foi gravado em diferentes localidades do Brasil e do Uruguai. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 3 de dezembro de 2026.
Uma fase desconhecida da vida de Belchior
Em vez de apresentar a tradicional trajetória de ascensão de Belchior, desde sua saída do Ceará até a consagração na música brasileira, o filme concentra sua narrativa nos anos em que o artista rompeu com a vida que havia construído.
A história acompanha Belchior e Edna pelas estradas e cidades da América Latina. Durante a jornada, o casal enfrenta dificuldades financeiras e passa a contar com a ajuda de fãs que os reconhecem e oferecem abrigo.
Para o diretor Eduardo Albergaria, o interesse pelo período está justamente nas questões deixadas pelo desaparecimento do artista e na decisão de investigar o que aconteceu depois de sua consagração.
Pesquisa reuniu dezenas de entrevistas
O projeto começou a ser desenvolvido há cerca de dez anos, a partir da reportagem “A Divina Tragédia de Belchior”, de Marcelo Bortoloti. A investigação também teve como referência o livro “Belchior: Apenas um rapaz latino-americano”, de Jotabê Medeiros.
A equipe responsável pelo longa realizou 78 entrevistas em estados como Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de pesquisas no Uruguai. Livros, documentos, fotografias e arquivos particulares de pessoas que conviveram com Belchior também foram consultados.
Outra obra utilizada durante o desenvolvimento do projeto foi “Viver é Melhor que Sonhar: Os Últimos Caminhos de Belchior”, de Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti.
Filme chega aos cinemas em ano simbólico
A estreia ocorre em um período especial para a obra de Belchior. Em 2026, o artista completaria 80 anos, enquanto o álbum “Alucinação”, lançado em 1976 e considerado um dos trabalhos mais importantes de sua carreira, completa 50 anos.
O longa busca apresentar uma perspectiva diferente sobre o cantor, explorando as escolhas, deslocamentos e acontecimentos que marcaram seus últimos anos de vida.
Sinopse de “Viver é Melhor que Sonhar”
O filme acompanha os cerca de dez anos em que Belchior permaneceu distante dos holofotes. Ao abandonar patrimônio e a identidade construída ao longo da carreira, ele parte com Edna em uma jornada pela América Latina.
O que inicialmente parece uma escolha radical pela liberdade se transforma em uma fuga marcada por dificuldades financeiras, contas bloqueadas e mandados. Em movimento constante, o casal atravessa cidades e fronteiras e encontra apoio de admiradores que cruzam seu caminho.
A jornada, que durante muito tempo parece não ter um destino definido, ganha um novo significado quando Belchior revela, antes do fim, o motivo por trás de sua decisão.
Além de Luiz Carlos Vasconcelos e Isabela Garcia, o elenco conta com Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano, Lola Belli e o argentino Luciano Cáceres.
“Viver é Melhor que Sonhar” estreia nos cinemas em 3 de dezembro de 2026.



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