Nesta semana, ''Toy Story 5'' estreou nos cinemas do mundo inteiro e surpreendeu positivamente muitas pessoas que achavam que a franquia em questão já deveria ter acabado.
Para os que não sabem, a saga de Woody e Buzz chegou ao seu ápice em ''Toy Story 3'' — longa-metragem lindíssimo cujo final botou o mundo inteiro para chorar, em 2010. Porém, a ânsia por faturar em cima de uma franquia consagrada acabou fazendo com que, nove anos depois, os executivos da Disney/Pixar lançassem ''Toy Story 4''... e esse quarto filme pareceu mais um especial protocolar de streaming do que uma obra motivada por desejo criativo. Por esse motivo, grande parte do público pensou que ''Toy Story 5'' seria mais um caça-níquel sem inspiração.
Logo de cara, a Disney/Pixar contornou um pouco essas expectativas negativas, ao anunciar que a trama do 5° Toy Story giraria em torno do fato de que os eletrônicos estão substituindo os brinquedos infantis de antigamente. Trata-se de uma temática atualíssima e cheia de potencial — mas até mesmo um plot bom desses poderia ter sido conduzido de maneira ruim: se os roteiristas de ''Toy Story 5'' tivessem optado por uma abordagem de ''bem X mal'' onde os brinquedos tradicionais são retratados como os heróis vitoriosos e os eletrônicos como os vilões derrotados, tudo soaria simplista, pouco inspirado e irreal. Porém, felizmente, não é essa a abordagem presente neste filme!
Ao invés de vilanizar a tecnologia, ''Toy Story 5'' a retrata como uma ferramenta que é sim necessária para muitas coisas, veio para ficar, mas não pode substituir completamente as interações humanas. Além disso, o filme reconhece que muitas pessoas vão sim trocar os brinquedos tradicionais por diversão virtual, mas prega que, em meio a isso, sempre haverão várias crianças interessadas, também, em brincadeiras off-line.
A partir dessa divisão de interesses que existe entre as crianças de hoje, ''Toy Story 5'' desenvolve a sua trama principal e, em determinado momento, acaba dando uma jogada de mestre, ao transmitir uma mensagem importantíssima que se aplica a pessoas de QUALQUER IDADE e com QUALQUER TIPO DE INTERESSE: não devemos mudar nosso jeito de ser e nem os nossos interesses, para entrar em um grupo que não nos aceita. Sempre haverão pessoas que gostarão de nós por quem nós realmente somos… e quem não gosta de quem nós somos não merece nenhum pingo do nosso esforço!
Nota do colunista:
A mensagem de ''Toy Story 5'' me pegou bastante, pois eu passei boa parte da minha vida tentando moldar os meus interesses, para tentar me adequar a certos grupos que, claramente, não me acolhiam. Só recentemente passei a me sentir confortável para não me abalar com negativas e para gostar só de quem gosta de mim.
Espero que esta animação faça com que muitas pessoas reflitam sobre isso que eu penei bastante até aprender.
Por mais que eu não ache que “Toy Story 5” seja melhor que os três primeiros filmes da franquia, penso que ele é, certamente, bem melhor que o quarto.
Veja o trailer de ''Toy Story 5'' e assista ao filme, no Cinemark de Lages:
