A principal estreia desta semana, nos cinemas, é o filme ''Supergirl'' - que dá continuidade ao universo DC de James Gunn, colocando a prima do Superman como protagonista de um longa-metragem, pela primeira vez.
Antes de tudo, é importante destacar que este filme não possui relação alguma com a série homônima dessa heroína (2015-2021). A versão da Supergirl que integra o universo cinematográfico da DC foi criada para ser bem mais rebelde e festeira que qualquer outra versão live-action da personagem - e isso ficou claro, logo que ela estreou nas telonas, aparecendo bêbada, no final de ''Superman'' (2025).
Quem interpreta a personagem, neste universo, é a atriz australiana Milly Alcock (muito famosa por também ter trabalhado na série ''A Casa do Dragão''). Segundo a grande maioria dos críticos que já assistiram a ''Supergirl'' nos cinemas, o carisma de Milly é, certamente, o ponto mais alto deste longa-metragem - porém, infelizmente, não existem muitos outros aspectos deste filme que estão sendo apontados como positivos.
Confira, abaixo, algumas críticas a respeito de ''Supergirl'':
O renomado crítico Waldemar Dalenogare descreveu ''Supergirl'' como ''um grande tropeço da era James Gunn na DC'' e deu nota 3 para o filme, alegando que o trabalho da roteirista Ana Nogueira foi ''muito ruim'':
O jornalista Henrique Nascimento, da Rolling Stone Brasil, afirmou que ''Supergirl'' desconstrói o potencial interessante que a personagem demonstrou ter, em ''Superman'', e cria uma versão esterilizada da heroína que é mais family-friendly e bem menos interessante ---> Clique, para ler a matéria dele.
A youtuber Natália Kreuser exaltou o carisma de Milly Alcock, mas criticou a trama do filme e chamou a personagem Ruthye Marye Knoll (interpretada por Eve Ridley) de ''insuportável'' e ''desnecessária'':
O crítico/youtuber PH Santos alegou que o diretor de ''Supergirl'' (Craig Gillespie) acabou acabando uma obra genérica e sem identidade própria que tenta imitar a atmosfera dos filmes de James Gunn e de outros cineastas:
O jornalista Cesar Soto, do G1, escreveu que ''Milly Alcock voa alto sobre o resto, mas Supergirl não a acompanha''. As principais críticas dele foram em relação à história repetitiva do filme, ao vilão genérico e à versão family friendly que fizeram do Lobo (personagem de Jason Momoa). ---> Clique, para ler a matéria de Cesar.
O youtuber Jurandir Gouveia chamou ''Supergirl'' de ''um absurdo de ruim'' e criticou diversas decisões de roteiro presentes na obra:
De acordo com o portal agregador Rotten Tomatoes, apenas 58% das críticas direcionadas a ''Supergirl'' são positivas. Esse é um índice bastante baixo, dentro dos padrões do site em questão.
Qual é a sinopse do filme?
No início da trama de “Supergirl”, vemos a protagonista Kara Zor-El (Milly Alcock) vivendo de uma maneira bem diferente da que o primo dela vive: ela segue um lifestyle bem inconsequente e não sente vontade de usar os poderes dela para ajudar os outros. Porém, tudo muda, a partir do momento em que Kara conhece Ruthye — uma garota que teve os pais assassinados por um vilão e busca vingança contra ele. Em determinado momento, a protagonista acaba decidindo ajudar Ruthye… e a situação ganha um caráter pessoal, depois que esse antagonista envenena Krypto (o cão superpoderoso de Kara).
Para criar esse roteiro, Ana Nogueira se baseou na famosa HQ “Supergirl: Mulher do Amanhã” — que é, sem sombra de dúvidas, a aventura mais aclamada dessa heroína, nos quadrinhos. Entretanto, nem tudo dessa HQ é seguido à risca, neste longa-metragem: algumas coisas foram criadas especialmente para o filme e outras foram cortadas.
James Gunn deveria ter dirigido ''Supergirl''?
Quando James Gunn assumiu o cargo de CEO da DC Studios, em 2023, muitos fãs de super-heróis vibraram... afinal, o histórico dele dirigindo/roteirizando filmes baseados em HQ's já era incrível, naquela época (ele já havia entregado a trilogia ''Guardiões da Galáxia'', para a Marvel, e já havia dirigido/roteirizado o filme ''O Esquadrão Suicida'' e a 1ª temporada da série ''O Pacificador'', para a DC).
As primeiras obras que Gunn dirigiu/roteirizou enquanto ocupava esse cargo de CEO, foram a minissérie ''Comando das Criaturas'' (2024) e o filme ''Superman'' (2025), que simbolizaram um excelente começo para essa nova fase da DC. Entretanto, logo depois, veio a fraquíssima segunda temporada de ''O Pacificador'' — onde o público percebeu que a profissão de CEO deixou James Gunn claramente sobrecarregado.
O excesso de trabalho obrigou Gunn a recusar o cargo de diretor/roteirista de obras como ''Supergirl'' e as vindouras ''Cara de Barro'' e ''Lanternas'' — ele atua somente como produtor executivo dessas três, pois, atualmente, está ocupado dirigindo/roteirizando o filme ''Superman 2'' (previsto para estrear nos cinemas, em julho de 2027).
Na opinião deste que vos escreve, James Gunn fez bem, ao recusar trabalhos que o sobrecarregariam — afinal, a 2ª temporada de ''O Pacificador'' já nos mostrou que o excesso de funções é capaz de deixar até mesmo Gunn no ''piloto automático''. Porém, pelo jeito, o CEO da DC Studios ainda não contratou diretores/roteiristas dignos de executar uma função no lugar dele...
Confira o trailer de ''Supergirl'':
