Lesões acendem alerta no futebol a 44 dias da Copa do Mundo

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Nomes como Mbappé, Xavi Simons, Luka Modric, Militão, Rodri, Salah registaram lesões graves e podem ficar fora do Mundial que começa em junho. 

Por Gabriel Britto da Conteúdo Ink

Foto: Julio Muñoz / EFE

A menos de dois meses da Copa do Mundo, a lista de jogadores lesionados ou sob risco de perder o torneio voltou a crescer. O caso mais recente é o de Éder Militão, que passou por cirurgia após lesão no tendão do posterior da coxa esquerda e está fora do Mundial.

Só no último fim de semana, nomes importantes de seleções como França, Holanda e Croácia tiveram problemas relevantes: Kylian Mbappé sofreu uma lesão muscular pelo Real Madrid, Xavi Simons rompeu o ligamento cruzado anterior pelo Tottenham e Luka Modrić teve uma fratura facial pelo Milan.

Ao todo, 13 atletas relevantes no mundo do futebol se machucaram ou receberam diagnósticos, incluindo nomes como Rodri, Gnabry e Salah. Além disso, quatro brasileiros, incluindo Militão, estão na lista de preocupação antes do torneio.

Segundo o Dr. Gabriel Pecchia, ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o acúmulo de jogos pode aumentar a exposição dos atletas a situações de risco, especialmente quando há pouco tempo para recuperação entre partidas.

“Quando um atleta chega ao fim da temporada, ele não carrega apenas o desgaste do último jogo, mas uma soma de microtraumas, treinos, viagens e pouco tempo real de recuperação. Isso não significa que toda lesão seja causada pelo calendário, mas esse contexto pode aumentar a vulnerabilidade, especialmente para lesões musculares e ligamentares. No retorno ao jogo, o critério não pode ser apenas a ausência de dor: é preciso avaliar força, estabilidade, controle do movimento e risco de recorrência”, explica o ortopedista.

O especialista também pode comentar quais lesões mais preocupam no futebol, porque algumas afastam o atleta por meses e como clubes e seleções decidem entre acelerar o retorno ou preservar o jogador para evitar recaídas.

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