Vasco critica decisão judicial que determina o pagamento de forma imediata de dívida de R$ 93,5 milhões

Em nota, cruz-maltino afirmou que irá recorrer da decisão, a qual classificou como tendo a pretensão de "decretar o encerramento das atividades de um clube que te a 5ª maior torcida do país". 

Do LDesportes*

 
📷 Vasco da Gama está sendo cobrado judicialmente para pagar uma dívida de uma só vez na quantia de R$ 93,579 milhões. (Foto: RAFAEL RIBEIRO / VASCO)

RIO DE JANEIRO — Uma decisão judicial da última terça-feira, 17, do juiz Fernando Reis de Abreu, gestor de centralização do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1) que determinou que o Vasco pague de uma só vez a sua dívida trabalhista que chega a R$ 93,579 milhões, causou reação por parte da diretoria vascaína nesta quarta-feira (18) que emitiu uma nota de esclarecimento alegando que tal decisão utilizou de "dois pesos e duas medidas" e que ela "pretende decretar o encerramento das atividades de um clube que tem a 5ª maior torcida do país". Na nota, o clube também afirma que irá recorrer da decisão. 

"A surpreendente decisão do juiz gestor da CAEX, Dr. Fernando Reis de Abreu, inviabiliza completamente o funcionamento do Vasco e o cumprimento de suas obrigações mais básicas, além de impor a liquidação de ativos operacionais do clube", diz parte da nota. 

O clube alega que a "decisão pretende decretar o encerramento das atividades de um clube que tem a 5ª maior torcida do país e que dispõe de todas as condições necessárias para reverter o atual estado de crise econômico-financeira, como vem demonstrando no presente exercício social".

Segundo informações do jornal O Globo baseado no balancete trimestral do Vasco, o clube arrecadou nos três primeiros meses deste ano a quantia de R$ 41,299 milhões, o que representa 44% da dívida que está sendo cobrada, isso sem considerar as despesas correntes do clube no dia a dia, que se for considerado, o clube fechou o período com um prejuízo de R$ 5,657 milhões. Ou seja, o clube não consegue pagar nem as dívidas atuais, que dirá um passivo de R$ 93,579 milhões. 

A diretoria cruz-maltina alega que também faltou critério por parte do magistrado, alegando que utilizou dois pesos e duas medidas em relação a outro clube carioca com dívidas trabalhistas, no caso o Botafogo, apesar de não ser mencionado na nota. "Chama atenção, ainda, o fato de o juiz gestor da CAEX ter usado dois pesos e duas medidas em casos semelhantes, pois, em caso envolvendo outro clube que enfrenta os mesmos problemas do Vasco, ele não apenas não determinou o regime especial de execução forçada, como ainda cancelou uma penhora de mais de R$ 20 milhões que inviabilizaria aquele clube", diz o comunicado que ainda salienta que o Vasco irá recorrer da decisão. 

"O Vasco informa que vai recorrer da decisão e confia que ela será suspensa e reformada em breve. Se necessário, o clube utilizará de todos os instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar a continuação de suas atividades e o cumprimento de suas obrigações com empregados e fornecedores". 

*Com informações de Gazeta Esportiva e jornal O Globo


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