Chefes dos Três Poderes se reúnem nesta quarta-feira (14) para tentar estabelecer uma trégua política

Presidentes da República, Jair Bolsonaro (sem partido); da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG); e do Supremo, Luiz Fux, devem conversar em uma espécie de compromisso para que não haja interferência nas áreas uns dos outros. 

Do LD com agências*

📷 O presidente do STF, Luiz Fux, o presidente da Câmara, Arthur Lira, o presidente Jair Bolsonaro, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. (Foto: MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL)

Proposta e articulada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux, está agendada para a manhã desta quarta-feira (14), uma reunião entre os chefes dos três poderes, do Executivo, Jair Bolsonaro (sem partido); do Legislativo, através da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do Supremo, Luiz Fux, em uma tentativa de estabelecer uma "trégua política" e baixar as animosidades entre os poderes. 


A ideia da conversa é estabelecer uma espécie de compromisso para que os limites da Constituição não sejam cruzados por Executivo, Legislativo e Judiciário e que não haja interferência nas áreas uns dos outros. Na prática, a conversa deve funcionar também como uma tentativa de por freio nos ataques feitos pelo presidente, especialmente ao STF, e ao ministro Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o qual Bolsonaro chamou de imbecil e idiota, após ameaçar o processo eleitoral, caso não haja voto impresso nas eleições de 2022. 

No encontro que teve na última segunda-feira, 12, com o Luiz Fux, Jair Bolsonaro reclamou do que considera um ativismo político do Judiciário, citando a posição de Barroso contra a PEC do Voto Impresso - que é rejeitada pela maioria dos partidos políticos. 

Do lado do Congresso os presidentes das duas casas legislativas também criticaram as últimas declarações do presidente Bolsonaro. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmou que não aceitará retrocessos à democracia do país e que quem agir nessa direção será considerado inimigo da nação. Já o deputado Arthur Lira (PP-AL), também foi na mesma direção afirmando em entrevista que não tem compromisso com intentos antidemocráticos e criticou manifestações políticas de comandantes militares.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Folhapress.

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