Udesc Lages receberá 53 mil euros para pesquisa sobre efeitos de agrotóxicos no solo

O contrato foi assinado entre a universidade e a empresa portuguesa CloverStrategy Lda. (spin-off da Universidade de Coimbra) para a execução do projeto. 

Por TATIANA ROSA MACHADO DA SILVA da UDESC
Lages/SC

Foto: ASCOM

O Laboratório de Ecotoxicologia Terrestre do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, receberá 53 mil euros, equivalente a mais de 341 mil reais, para a execução de testes relacionados ao efeito de produtos químicos no solo.

A universidade assinou contrato com a empresa portuguesa CloverStrategy Lda. (spin-off da Universidade de Coimbra) para a execução do projeto "Test battery for the effect determination of chemicals in soils: Suitability of test systems with mycorrhiza fungi for the  risk assessment". O projeto será financiado pela Agência Ambiental Alemã (UBA) e, para ser aprovado, teve apoio da Coordenadoria de Projetos e Inovação (Cipi) da Udesc, no preenchimento da documentação e tramitação.

O Laboratório de Ecotoxicologia Terrestre, coordenado pelo professor Osmar Klauberg Filho, desenvolverá a pesquisa em consórcio com outras universidades da Europa, sob a supervisão da UBA. Para o professor, "o projeto coloca a universidade dentro dos circuitos europeus de pesquisa e de financiamentos".

Pesquisa resultará em protocolo internacional para OECD 

De acordo com Klauberg, a pesquisa resultará na elaboração de uma proposta de protocolo internacional para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) para testes ecotoxicológicos, envolvendo avaliação do efeito de agrotóxicos sobre fungos micorrizicos arbusculares. Esses microrganismos compõe grande parte da biomassa microbiana dos solos cultivados e têm papel importante na nutrição das plantas, principalmente em solos deficientes de nutrientes.

Os estudos para uso dos fungos micorrizicos em protocolos de análise de risco de agrotóxicos iniciaram na Udesc, em 2014, com o desenvolvimento de duas dissertações e uma tese de doutorado no Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo. Em 2017, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) recomendou o uso destes fungos como organismo não-alvo para avaliação de risco de agrotóxicos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog