Governo do Estado e representantes de eventos, bares e restaurantes estudam realização de eventos-testes para avaliar protocolos

Está em análise a realização de eventos-teste no mês de julho, que serão acompanhados pelo Ministério Público e outras instituições, para validação e ajustes nos protocolos sanitários. 

Por RENAN KOERICH da SANTUR
Florianópolis/SC


Foto: RENAN KOERICH / SANTUR

Representantes dos segmentos de eventos, bares e restaurantes tiveram uma nova reunião com a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) e Secretaria de Estado da Saúde, na quarta-feira, 26, para tratar dos regramentos para a retomada de atividades. Está em análise a realização de eventos-testes no mês de julho, que serão acompanhados pelo Ministério Público e outras instituições, para validação e ajustes nos protocolos sanitários.


"Estamos dando sequência às tratativas com o segmento de eventos com o objetivo de chegar ao melhor formato, que alie a retomada com a segurança sanitária" comenta o assessor especial da Santur, Renê Meneses. 

Um dos encaminhamentos do encontro foi a inclusão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no grupo. A instituição será convidada para desenvolver uma metodologia que possibilite avaliar todas as etapas das atividades - antes, durante e depois. Também foi sugerida a adoção do chamado “termo de consentimento livre e esclarecido”, já comum na área médica. 

Dentro dessa proposta, foram elencados quatro eventos que poderão ser realizados para testar os protocolos em elaboração: congresso, evento cultural, feira e jantar. "São eventos que podem ser utilizados como testes e a partir deles criar um modelo para a retomada dessas atividades. Tudo isso sempre alinhado com o avanço da vacina, queda de casos e de internações no estado", explica o superintendente de Vigilância em Saúde (SUV-SES) de Santa Catarina, Eduardo Macário.

Também estão sendo analisados outros requisitos, como a exigência de teste negativo para Covid-19 ou acesso apenas de pessoas já vacinadas, uso de máscaras específicas e distanciamento.

"São alguns pontos que a gente considera relevantes para esses eventos. Então precisamos desenhar os protocolos, detalhar a forma de fazer o monitoramento, o rastreamento dos participantes e a viabilidade de checagem das informações. Quanto à aplicação de testes, precisamos saber qual tem viabilidade econômica. Fazer esses pilotos com a máxima segurança possível para as pessoas", acrescenta Macário.

Também participou da reunião a diretora da Vigilância Sanitária, Lucélia Kryckyj. Das entidades, estavam Jane Balbinot, da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc-SC), Eveline Orth, da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape-SC), Marco Aurélio Floriani, da Federação dos Convention & Visitors Bureau de Santa Catarina, Humberto Freccia Neto, do Floripa Convention/Fortur, Rubens Régis, da União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) e Fábio Queiroz, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC).


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