Comércio catarinense recua 0,2% em fevereiro, aponta pesquisa do IBGE

A retração foi menor do que o registrado nos dois meses anteriores (-3,7%) em janeiro e (-5,5%), em dezembro de 2020. 

Do LD
Lages/SC

Foto: PIXABAY

O comércio varejista de Santa Catarina apresentou uma queda de 0,2% em fevereiro se comparado a janeiro deste ano, apontou dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgados nesta terça-feira, 13, pelo IBGE. A variação foi menor do que o registrado em janeiro (-3,7%¨) e dezembro (-5,5%), mostrando que vem apontando uma melhora, mesmo que lenta do setor. Os números colocaram o Estado na 20ª colocação entre os 27 estados brasileiros, sendo que o ranking liderado por Amazonas (14,2%) e Rondônia (11,5%).


Já comparando o comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de carros, motos, partes e peças e material de construção, o resultado é mais positivo com crescimento de 0,3% no volume de vendas em fevereiro. O índice apresentou avanço após quedas de 4,5% em dezembro de 2020 em relação a novembro, e de 0,1% em janeiro em relação a dezembro, porém, Santa Catarina ficou apenas na 23ª colocação entre os Estados, sendo o último entre aqueles que cresceram.

Duas atividades entre as oito cresceram em fevereiro

Das oito atividades do varejo avaliados, duas apresentaram crescimento em fevereiro em Santa Catarina. O setor de vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com alta de 15,5% ante 10,1% registrado em janeiro, e ainda o de móveis e eletrodomésticos com 0,5%, crescendo menos do que em janeiro (1%). Já hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram (-2,3%) e a atividade com o maior recuo foi a de livros, jornais, revistas e papelaria com registro negativo de -33,2%, mesmo apresentando uma leve recuperação frente a janeiro quando o índice negativo foi de -42,1%. 

Acumulado do ano

No acumulado do ano, o comércio varejista catarinense registra queda de 1,1% se comparado ao mesmo período de 2020, ficando em 11º lugar entre todos os estados do Brasil, sendo que as atividades que mais registraram aumento foram o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos com 12,7%, seguidos de móveis e eletrodomésticos (0,8%) e hipermercados e supermercados (0,7%). 

Já as atividades que mais caíram foram o de livros, jornais, revistas e papelaria (-38%) e equipamentos, materiais para escritório, informática e comunicação (-25%). 

No comércio varejista ampliado com a inclusão de vendas carros, motos, partes e peças, e material de construção, o setor teve os índices estáveis em relação a janeiro e fevereiro de 2020. Dentre as atividades do comércio varejista ampliado, o de materiais de construção apresentou uma alta 15,5%, já o de veículos, motos, partes e peças registrou um recuo de 2,2%.


Comentários