Entidades empresariais enviam ofício para o prefeito Antonio Ceron a respeito do lockdown

Entre elas, Acil e CDL enviaram ofício onde deixam claro que não concordam com o lockdown e que esperam se reunirem com o chefe do Poder Executivo Municipal para analisar e rever as regras do novo decreto. 

Do LD
Lages/SC

Foto: CDL / DIVULGAÇÃO

Os representantes de entidades empresariais do comércio, serviços e indústria de Lages, se reuniram na tarde deste domingo, 7, de forma virtual e presencial, na sede da CDL, no Centro da cidade, para deliberar a respeito do novo decreto municipal de nº 19.100 publicado neste domingo (7) e que instaura o lockdown a partir da 0h da próxima terça-feira (9), em Lages.


Na reunião, eles editaram um ofício que foi encaminhado ao prefeito Antonio Ceron (PSD) na qual as entidades: Associação Empresarial de Lages (ACIL); Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL); Sindicato Rural de Lages; Sindicato do Comércio Varejista de Lages (Sincoval); Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) - Serra Catarinense; e Associação das Micro e Pequenas Empresas - AMPE Lages, mesmo entendendo a atual situação pandêmica na cidade, e de que a vida humana deve estar em primeiro lugar, eles também acreditam que é necessário cuidar da saúde financeira das empresas, muitas delas afetadas pelas medidas restritivas de 2020. Neste documento, eles também lamentam não terem sido convocados para que pudessem ter contribuído para a elaboração de tal decreto. 

Na nota, as entidades apontam que não concordam que o lockdown seja a solução, pois a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendaria tal medida*. Por fim, eles pedem uma reunião emergencial para que possam analisar e revisar as regras do novo decreto.

Leia abaixo na íntegra a nota das entidades empresariais: 

Prezado Prefeito. 

Os representantes das instituições empresariais do comércio, serviços e indústria, entendendo a grave situação pela qual estamos passando, devido ao agravamento da pandemia da Covid-19, reuniram-se na tarde deste domingo (07), logo após serem surpreendidos diante do novo Decreto Municipal nº 19100, oficializado nesta manhã. 

Concordamos que a vida humana deve estar em primeiro lugar, e que medidas de enfrentamento e combate precisam ser tomadas, porém também é necessário cuidarmos da saúde financeira das empresas, que ainda não se recuperaram das medidas restritivas tomadas no ano de 2020 e, muitas delas ainda sobreviventes, podem ter que encerrar definitivamente suas atividades, diante de medidas ainda mais severas e extremas, como as anunciadas no referido decreto, assinado por Vossa Senhoria. 

O inimigo a ser combatido é o vírus, não o empreendedor consciente que de forma segura e responsável segue rigorosamente todos os protocolos de prevenção e combate a Covid 19, como a utilização obrigatória de máscara, a higienização dos ambientes de trabalho, o distanciamento, a utilização de álcool em gel, bem como a não aglomeração. 

Desde o início da pandemia, as entidades empresariais têm trabalhado em conjunto, não medindo esforços para que seus associados e a comunidade em geral, cumpram rigorosamente todas as regras de higiene, conduta e segurança para salvaguardar a saúde de todos. Sempre mantivemos um canal de diálogo aberto e direto com o setor público, estreitando laços para que através da transparência e com o entendimento de que todos os setores econômicos precisam continuar ativos, evitássemos um impacto ainda maior na nossa economia local. 

Porém, na ocasião em que foram definidas as novas medidas restritivas, enquanto entidades representativas, não fomos convocados para que pudéssemos, como sempre, contribuirmos com sugestões de ações em prol de nossa comunidade e dos setores produtivos. 

Dessa forma, as entidades reafirmam o empenho em continuar lutando pela sobrevivência das empresas, enfatizando a cautela, a consciência e o bom senso de todos. 

A discussão é imediata e emergencial para analisarmos as soluções para a atual situação, que se encontra o sistema de saúde, mas por outro lado não concordamos que o lockdown, seja a solução, pois a própria Organização Mundial da Saúde (OMS), não recomenda o lockdown, por não comprovar cientificamente a sua eficiência. 

As entidades supracitadas, pedem a Vossa Senhoria uma reunião emergencial para que possam ser analisadas e revistas as regras do novo decreto municipal amenizando o impacto socioeconômico do nosso município. 

Na certeza que seremos prontamente atendidos reiteramos nosso respeito e consideração. 

Atenciosamente, 

Câmara dos Dirigentes Lojistas de Lages — CDL
Fórum das Entidades Empresariais
Associação Empresarial de Lages — ACIL
Sindicato Rural
Sindicato do Comércio Varejista de Lages — SINCOVAL
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina — FIESC Serra Catarinense 
Associação das Micro e Pequenas Empresas — AMPE Lages

NOTA DA REDAÇÃO: A OMS não é contra o lockdown, como é anunciada na nota das entidades, trata-se de uma fala de um representante da OMS em uma entrevista para um site britânico na qual ele afirma que a OMS não defende o lockdown como primeira ação para combater o coronavírus. Mas sim, o lockdown é justificado para que os governos ganhem tempo para se reorganizar, reagrupar ou rebalancear seus recursos, e proteger os profissionais de saúde que estão exaustos. Você pode conferir a matéria verificada pelo Instituto Comprova, através desta matéria do jornal Estado de S. Paulo

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