Campanha da Fraternidade 2021 aborda o diálogo como promissor da paz

Todos os anos os bispos se reúnem e escolhem os temas que mais refletem a realidade em que estamos vivendo e que precisam ser amplamente debatidos. 

Por ALINE TIVES da ASCOM PML
Lages/SC

Foto: TONINHO VIEIRA / ASCOM PML

Como acontece a cada cinco anos, a Campanha da Fraternidade 2021 é ecumênica. Mais uma vez a igreja católica se une a outras religiões cristãs para promoverem debates importantes para a humanidade. Nesta Quarta-feira de Cinzas (17 de fevereiro), o bispo da Diocese de Lages, Dom Guilherme Antonio Werlang, atendeu à imprensa para falar sobre as ações da campanha deste ano.
A entrevista foi realizada na sede da Cúria, na rua Correia Pinto.

O tema deste ano escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é “Cristo é a nossa Paz: do que era dividido fez uma unidade” e o lema “Fraternidade e diálogo: Compromisso de Amor”. Todos os anos os bispos se reúnem e escolhem os temas que mais refletem a realidade em que estamos vivendo e que precisam ser amplamente debatidos. “A igreja precisa se preocupar com a vida real. A fé sem obras é morta”, declara Dom Guilherme.

Para o bispo da Diocese de Lages, nos últimos anos a sociedade vem vivendo a cultura do ódio, disseminando a violência e discriminação de todas as formas. “Precisamos superar a cultura do ódio, e o diálogo e o amor entre os diferentes pode ser a única maneira. É com este objetivo que a campanha foi lançada com este tema em 2021”, comenta.

Dom Guilherme lembrou o significado da quaresma, que são os 40 dias úteis que antecedem a Quinta-feira Santa, como uma preparação para a Páscoa. “O jejum como forma de penitência não é simplesmente deixar de comer algo, mas lembrar que precisamos ser solidários uns com os outros. Milhões de brasileiros passam fome todos os dias. Na pandemia surgiram muitos gestos de caridade, este é o verdadeiro jejum. Na quaresma precisamos aprofundar momentos de espiritualidade e orações entre as famílias”, acrescenta.

Durante a Campanha da Fraternidade são realizados dias de coletas, que chegam a arrecadar R$7 milhões em um único dia em todo país. Muitos projetos são beneficiados com o dinheiro arrecadado, projetos como da Agricultura Familiar, pólos indígenas, associações beneficentes, grupos quilombolas, entre outros.

Celebrações no Morro da Cruz ainda serão definidas

Em Lages, há pouco mais de um mês para as tradicionais celebrações e encenações da Paixão de Cristo no alto do Morro da Cruz, que acontecem na Semana Santa, ainda não foi definido se os eventos acontecerão em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Dom Guilherme já conversou a respeito com o prefeito Antonio Ceron, mas tudo vai depender da gravidade da pandemia na região. Devido ao pouco tempo para a data, tudo indica que este ano novamente não será possível.

O que está sendo organizado, a exemplo do ano passado, são espaços para que representantes de cada expressão religiosa pudessem mandar suas mensagens através dos meios de comunicação durante a Semana Santa. Também serão realizadas visitas e ações em comum com outras igrejas de religiões diferentes. 
Lages Diário

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog