Empresários se reúnem com prefeito Antonio Ceron para solicitar apoio para retorno dos voos comerciais em Lages

Cidade está sem voos diários regulares da Azul Linhas Aéreas desde março do ano passado, e a justifica da empresa é os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

Lages/SC

Foto: Arquivo / ASCOM PML


Empresários de uma loja de autopeças com sede em Lages, mas com filiais em cidades do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de um Centro de Distribuição em Itajaí, se reuniram na manhã desta quinta-feira (14) com o prefeito Antonio Ceron e com o vice Juliano Polese, o secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Amauri Bacci, e os vereadores Álvaro Joinha (PP) e Ozair Polaco (PSD), na pauta, a busca por apoio na solicitação de retorno dos voos regulares comerciais em Lages, suspensos pela Azul Linhas Aéreas desde o dia 21 de março de 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 


Na reunião, os empresários expressaram a apreensão pela falta de voos comerciais na principal cidade da Serra Catarinense. Para o empresário Alci Tadeu, a retomada dos voos é necessariamente urgente para otimizar logística e o tempo despendido para os deslocamentos a trabalho. "Os voos comerciais partidos de Lages, são, sem sombra de dúvida, a melhor alternativa estrategicamente para quem aqui está instalado", salienta. 

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O vereador Álvaro Joinha conversou, por telefone, com o diretor de Relações Institucionais da Azul, Ronaldo Veras, na última terça-feira (12), expôs a situação preocupante para grande parcela do empresariado de Lages. O próximo passo será uma reunião por videoconferência com representantes públicos de Lages com a empresa, com o intuito de se chegar a um acordo, e que ela seja o anúncio positivo para a cidade. Para o prefeito Antonio Ceron, medidas devem ser tomadas para que os voos sejam reestabelecidos. "Todos ganham com isto, Lages e a região serrana", salienta Ceron. 

Foto: Toninho Vieira / ASCOM PML

Atrativo deve ser a redução de imposto

A Azul pode ser atraída por uma oferta de redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a querosene, combustível das aeronaves, após o Governo do Estado ter tornada pública, em dezembro do ano passado, uma nova política de redução de ICMS para querosene de aviação, com a intenção de impulsionar os voos novamente, depois de um ano fortemente atacado pela pandemia mundial do coronavírus, diminuindo a alíquota que é de 17% para 12% e chegando até 7%, sendo o primeiro desconto para empresas que operem, no mínimo, em quatro aeroportos catarinenses, e o segundo, para as companhias que oferecerem voos em todos os seis terminais comerciais do Estado - Florianópolis, Navegantes, Joinville, Chapecó, Jaguaruna e Correia Pinto. 

Atualmente, a Azul opera em quatro aeroportos, e para ganhar o benefício da alíquota de 7% no ICMS teria que acrescentar os aeroportos de Correia Pinto, na Serra, e de Jaguaruna, no Sul do Estado. Com essa operacionalização, a empresa poderia estar estimulada a operar em Lages, em razão da demanda de ocupação de grande parte dos 70 lugares, ou lotação total, da aeronave que fazia a conexão Lages/Curitiba. 
Lages Diário

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