Atriz Nicette Bruno morre aos 87 anos, vítima da Covid-19

Ela estava internada desde o fim de novembro na Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

Lages/SC

Foto: AGÊNCIA ESTADO

Morreu na manhã deste domingo (20), vítima de complicações causadas pelo novo coronavírus, a atriz Nicette Bruno, aos 87 anos. Ela estava internada desde o dia 26 de novembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São José, no Humaitá, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. As informações são do G1


De acordo com o boletim médico divulgado neste domingo (20), o estado de saúde da atriz "era considerado muito grave". Ela estava sedada e dependente de ventilação mecânica

A morte foi confirmada por volta das 13h20, e segundo o hospital, as causas foram "complicações decorrentes da Covid-19".

Trajetória

Nicette Xavier Miessa nasceu em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no dia 7 de janeiro de 1933. Começou a carreira com apenas quatro anos, em um programa infantil na Rádio Guanabara. 

Com cerca de nove anos de idade, Nicette tomou gosto pelo teatro ao ingressar no grupo da Associação Cristã de Moços (ACM) e posteriormente passando pelo Teatro Universitário e pelo Teatro do Estudante. 

Se tornou uma atriz profissional aos 14 anos, na Companhia Dulcina-Odilon, da atriz Dulcina de Morais, na qual estreou na peça "A filha de Iório". Pela atuação como Ornela, recebeu prêmio como atriz revelação da Associação Brasileira de Críticas Teatrais. 

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Em "Senhorita Minha Mãe", peça realizada no Teatro do Alumínio, em São Paulo, conheceu aquele que viria ser o seu companheiro por quase 60 anos, o ator Paulo Goulart (1933-2014). Eles se casaram em 1954 e deste casamento tiveram três filhos, todos seguiram a carreira dos pais, são eles: Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart. 

Na TV, a história de Nicette Bruno começou em 1950 participando de recitais na TV Tupi, sendo que em 1952, estrelou a primeira adaptação de "Sítio do Picapau Amarelo", que se estendeu por 10 anos na emissora. Anos depois, estrelaria uma segunda versão da série, produzida pela Globo entre 2001 e 2004, no papel de Dona Benta. 

Após trabalho na TV Continental com Paulo Goulart, estreou em sua primeira novela "Os Fantoches", em 1967, na TV Excelsior.

Retornou para a TV Tupi e estrelou grandes sucessos como "Meu pé de laranja lima" (1970/0, "Éramos Seis" (1977) e "Como salvar meu casamento" (1979), inacabada, a novela foi a última da extinta emissora. 

Em 1981, ela iniciou a parceria que duraria até o último ano de sua vida, com a Globo onde fez dezenas de novelas. Sua estreia na emissora foi no seriado "Obrigado, doutor" como a freira Júlia, auxiliar do protagonista interpretado por Francisco Cuoco. 

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Sua primeira novela na Globo foi "Sétimo Sentido" (1982), de Janete Clair. Depois veio a novela "Louco Amor" (1983), de Gilberto Braga, e várias outras como "Selva de Pedra" (1986), "Rainha da Sucata" (1990), "Mulheres de Areia" (1993), "O amor está no ar" (1997), "Alma Gêmea" (2005) - a primeira depois de algumas temporadas como Dona Benta em "Sítio do Picapau Amarelo", "Sete Pecados (2007), além de "A Vida da Gente" (2011), "Salve Jorge" (2012), "Joia Rara" (2013), "I Love Paraisópolis" (2015) e "Pega Pega" (2017). 

Em 2020, Nicette foi homenageada na versão da Globo de "Éramos Seis" ao interpretar a madre Joana, uma freira que na reta final encontrava Lola (Gloria Pires), personagem que deu vida na original da TV Tupi.

Repercussão 

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