Biden se aproxima do fim da corrida eleitoral com vantagem nas pesquisas

Vantagem do candidato democrata está em 8 pontos percentuais na média nacional. Nos Estados decisivos, a corrida pela Casa Branca continua acirrada.
 
Da REUTERS
Washington/EUA

Usando máscara, Joe Biden deixa local de votação em Wilmington, Delaware, nesta quinta-feira (28). (Foto: Brian Snyder/Reuters)

Faltando dois dias para a eleição, o democrata Joe Biden detém vantagem nacional expressiva sobre o presidente Donald Trump em meio a profundas preocupações dos eleitores sobre a pandemia do coronavírus, mas Trump mantém vivas suas esperanças de ao menos permanecer competitivo nos Estados que podem ser cruciais na disputa pela presidência dos Estados Unidos.
 
A liderança nacional de Biden sobre o presidente republicano permaneceu relativamente estável nos últimos meses, enquanto persiste a crise de saúde pública. Ele está à frente com 51% das intenções de voto contra 43% para Trump na última pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre os dias 27 e 29 de outubro.
 
Mas Trump ainda está perto de Biden em Estados vitais, os chamados "swing states", que seriam suficientes para conferir-lhe os 270 votos do Colégio Eleitoral estadual necessários para alcançar o segundo mandato. As pesquisas Reuters/Ipsos mostram que a corrida continua acirrada em Flórida, Carolina do Norte e Arizona.
 
Trump também perde por cinco pontos na Pensilvânia e nove pontos em Michigan e Wisconsin, três outros Estados vitais que o ajudaram a conquistar a vitória via Colégio Eleitoral em 2016 sobre a democrata Hillary Clinton, que ganhara no voto popular.
 
Mesmo sem Michigan e Wisconsin, Trump pode vencer novamente se repetir o êxito em todos os outros Estados onde foi vitorioso em 2016.

Os candidatos à presidência dos EUA, Joe Biden e Donald Trump. (Foto: Reuters/Via BBC)

Pandemia é fator decisivo
 
O déficit de Trump nas pesquisas foi impulsionado em parte pela implosão no apoio de dois grandes grupos fundamentais na vitória de 2016, brancos sem diploma universitário e norte-americanos mais velhos, e pela reprovação pública à maneira como ele lidou com a pandemia, que se tornou fato importante na corrida eleitoral.
 
Biden e Trump adotaram abordagens totalmente diferentes quanto à Covid-19, que já matou mais de 227.000 pessoas nos Estados Unidos e deixou outros milhões desempregados. Trump menosprezou repetidas vezes a ameaça do vírus prometendo que a pandemia acabaria em breve, enquanto Biden prometeu direcionar esforços mais rigorosos para contê-la.

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