Confira as propostas dos candidatos a prefeito de Lages para o desenvolvimento econômico

Os detalhes estão nos planos de governo dos seis candidatos encaminhados ao TSE para o registro de suas candidaturas.
 
Da AGÊNCIA LD,
Lages/SC


Após conhecermos as propostas para a Saúde e para a Educação, o LD traz aos leitores, todas as propostas dos seis candidatos a prefeito de Lages, quais são as ideias, os planos, as propostas deles para que a cidade se desenvolva economicamente.
 
Mais uma vez, destacamos que as propostas para o desenvolvimento econômico e todas as demais áreas estão nos planos de governo encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ato de registro da candidatura e podem ser conferidas no site Divulgacand.

::: Eleições 2020: o que os candidatos a prefeitura de Lages pretendem fazer na área da Educação
 
Carmen Zanotto (Cidadania) e Samuel Ramos (DEM)
 
O plano de governo da candidata à prefeita Carmen Zanotto (Cidadania) e de seu vice Samuel Ramos (DEM) apresenta o desenvolvimento econômico de forma sustentável dividido em seis pilares: Emprego e Renda; Habitação; Atividade Rural; Turismo; Infraestrutura e Mobilidade Urbana; e Meio Ambiente e Sustentabilidade.
 
Essas são as ações de Carmen e Samuel no desenvolvimento econômico.
 
Emprego e Renda
  • Promoção de parcerias com sistemas de ensino profissionalizante, visando ampliar a oferta de mão de obra qualificada.
  • Intensificação de ações de capacitação e formação profissional para a população;
  • Desburocratização nos processos de abertura de novos negócios, ampliando a oferta de empregos;
  • Oportunizar o empreendedorismo para jovens de baixa renda;
  • Valorização e fortalecimento dos empreendimentos estabelecidos e atração de novos investimentos;
  • Incentivar e promover ações conjuntas com outros municípios da região, melhorando o ambiente e oportunidade de negócios para todos;
  • Maior inserção no programa jovem aprendiz.
Habitação
  • Redução do déficit habitacional;
  • Ampliação do programa de regularização fundiária;
  • Reestruturação do conselho municipal de habitação;
  • Ampliação de programas para construção de casas sustentáveis e da parceria público privada.
Atividade Rural
  • Investimento em melhorias nas vias de acesso às propriedades rurais e escoamento da produção agrícola;
  • Ampliação, apoio e assistência técnica para proporcionar novas oportunidades de geração de emprego e renda na área rural, visando a sustentabilidade das propriedades rurais e redução do êxodo para a cidade;
  • Estímulo à produção familiar pequeno produtor;
  • Incentivo a produção de alimentos orgânicos, fruticultura e a produção de leite;
  • Valorizar e promover os espaços de produção de alimentos agroecológicos;
  • Investimento em novos equipamentos para atender as comunidades agrícolas, possibilitando melhorias e maior produção;
  • Ampliação das parcerias com as instituições, associações, cooperativas (ex: Cidasc, Epagri); Ampliar a oferta de sinal tecnológico – internet para todas as localidades rurais do município.
Turismo
  • Apoio e fortalecimento do Conselho Municipal de Turismo;
  • Promoção do desenvolvimento sustentável do turismo de Lages e da Serra Catarinense;
  • Criação do programa de certificação de excelência das empresas turísticas (ações ambientais acessíveis, de saúde e segurança) – parceria Conselho Municipal do Turismo e CONSERRA;
  • Implantação, estímulo e apoio para as políticas de incentivo ao desenvolvimento turístico regional - oferta turística regional – criação de produtos, experiências e serviços inovadores, segmentados e integrados à oferta regional da Serra Catarinense, inclusive com atenção especial as Pessoas com Deficiência - PCD e produtos pet friendly;
  • Implantar, inovar e estimular melhorias nos atrativos e equipamentos turísticos de Lages;
  • Proporcionar a criação de rotas e circuitos turísticos - turismo rural, cicloturismo, cavalgadas e enoturismo;
  • Possibilitar maior presença digital do turismo de Lages, estimulando a oferta de atrativos, equipamentos e serviços turísticos nas plataformas digitais;
  • Sensibilização da população local e dos turistas sobre a conservação ambiental e o turismo rural;
  • Transformar o mercado público para o turismo;
  • Fortalecimento de todo o turismo regional.
 Infraestrutura e Mobilidade Urbana
  • Incremento no efetivo dos agentes de trânsito e aquisição de equipamentos modernos para execução dos trabalhos;
  • Garantir acessibilidade aos espaços públicos e de lazer;
  • Efetivação do estacionamento rotativo nas principais ruas da cidade, com facilidades tecnológicas para acesso de todos os usuários;
  • Implantação do Conselho Municipal de Trânsito para deliberação sobre o planejamento do trânsito urbano;
  • Buscar a retomada e permanência dos voos comerciais;
  • Ampliação da participação das associações de bairros na definição de demandas dos serviços de infraestrutura;
  • Implementação de um programa de parceria da iniciativa privada na manutenção de praças, parques e academias;
  • Criação do sistema de indicação de pequenas obras e manutenção 100% digital;
  • Pavimentação de ruas em parceria com a comunidade, com um plano permanente de recuperação viária; 
  • Ampliação do número de calçadas e reestruturação com foco na acessibilidade;
  • Mapeamento, auditoria e atualização de todas as obras do município;
  • Saneamento básico prioritário.
Meio Ambiente e Sustentabilidade
  • Desenvolvimento da política municipal ambiental com foco na proteção e melhoria ao meio ambiente;
  • Estímulo à produção cultural e criativa de baixo impacto ambiental;
  • Gestão de resíduos sólidos;
  • Implantação de equipe de zeladoria;
  • Incentivo e apoio às cooperativas de reciclagem;
  • Arborização urbana;
  • Educação ambiental;
  • Estruturação do Conselho Municipal do Meio Ambiente;
  • Parques e praças – consolidar a iluminação inteligente, por meio da parceria público privada de iluminação pública, com lâmpadas de LED e luminárias inteligentes.

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Cleimon Dias (PT) e Domingos Valente (PV)

 
O plano de governo do candidato professor Cleimon Dias (PT) e de seu vice Domingos Valente (PV) traz as ideias que pretendem executar, caso eleitos, para o desenvolvimento econômico através da geração de trabalho e renda, inovação e tecnologia. Mas trazendo planos que englobem tanto as microempresas até as grandes, passando pela agricultura familiar e pelas organizações e cooperativas. “Partimos do princípio que o desenvolvimento resulta da ampliação da produção material, lastreada no fortalecimento e verticalização das cadeias produtivas, promovendo distribuição dos ganhos advindos, inclusão social, superação das vulnerabilidades e garantia da sustentabilidade ambiental”, diz parte do documento que divide o plano para o desenvolvimento econômico em quatro bases: Fortalecimento da Economia; Empreendedorismo; Economia Solidária e TCI: Tecnologia da Informação e Comunicação.
 
Fortalecimento da Economia
  • Integração das funções desempenhadas pelas Secretarias além da supervisão e integração das funções desempenhadas às políticas públicas voltadas ao empreendedorismo e geração de emprego e renda.
  • Ampliação da estrutura e do trabalho realizado pela Sala do Empreendedor, criando, a partir dela, um grupo de trabalho focado na simplificação e desburocratização das atuais regras para licenciamento e concessão de alvarás.
  • Promover políticas de acesso das micro e pequenas empresas às compras públicas municipais e às cadeias de valor de grandes empresas
  • Promover políticas públicas de economia solidária, com participação social e envolvimento do Fórum Municipal do setor. A aquisição pública, comercialização e consumo dos bens e produtos oferecidos por esses setores serão incentivados pelo governo municipal.
  • Passar a gestão da economia solidária em Lages para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e criar uma diretoria para atender a essa demanda.
Empreendedorismo
 
Para vivermos em uma cidade melhor e mais próspera para todos, precisamos oportunizar a criação de mais e melhores vagas de emprego. Dado o alto nível de acúmulo de capital humano, Lages reúne condições favoráveis à sua consolidação como polo de serviço e de inovação. Para ampliar o desenvolvimento de uma cultura e de uma realidade empreendedora em nossa cidade, propomos medidas tais como:
  • Aumento da interação com a comunidade empreendedora de Lages com o objetivo de tornar a cidade referência em inovação e dinamismo econômico,
  • Diminuição da burocracia para abrir uma empresa. Nos moldes da Lei Estadual 17071/2017.
  • Facilitação da inclusão de pequenas empresas no processo de concorrência em compras e licitações públicas em forma de consórcios ou cooperativas.
  • Criação de um programa de inovação aberta que incentive a resolução de desafios públicos por parte de empreendedores.
Economia Solidária
  • Garantir orçamento municipal para viabilizar e potencializar a política pública de economia solidária, conforme prevê a Lei Municipal;
  • Garantir infraestrutura para o funcionamento do Conselho Municipal de Economia Solidária, cuja responsabilidade é a “formulação, gestão e execução” desta política pública de fomento à economia solidária;
  • Fortalecer espaços públicos de comercialização como a feira na Praça Vidal Ramos Sênior e outras já existentes, bem como garantir espaço de comercialização de produtos da economia solidária no futuro Mercado Público Municipal;
  • Criação de uma estrutura (diretoria) para a implementação da política pública de Economia Solidária, disponibilizando uma equipe técnica de apoio às ações desta política que neste momento foca na construção do Plano Municipal de Economia Solidária;
  • Garantir formação técnica, política e econômica no campo da economia solidária;
  • Implementar o Plano Municipal de Economia Solidária.
TCI: Tecnologia da informação e Comunicação
 
DIAGNÓSTICO:  O século XXI tem sido caracterizado pela sociedade da informação, principalmente pelo advento e domínio econômico das Tecnologias de Comunicação e Informação (TCI) digitais. 

Embora o termo “tecnologia” mereça um exame mais aprofundado para compreendermos todas as implicações que carrega, limitamos a pontuar que o termo “técnica” teve domínio desde o século XIX até fins do século XX, referindo-se prioritariamente às engenharias mecânica, elétrica e química; sendo que o termo “tecnologia” nasceu para descolar-se desse conceito, primeiramente para dar uma conotação mais científica às engenharias, mas foi cada vez mais, sendo colado às engenharias digitais. Portanto, quando aqui falamos “tecnologia” compreendemos em geral que estamos falando de estruturas e equipamentos digitais (que aqui serão sempre binárias) e é como utilizaremos esse termo aqui. 

É importante notar que as tecnologias digitais compõem-se de duas partes funcionalmente inseparáveis, que são o “hardware” e o “software” e a distinção desses conceitos será útil mais adiante. Assim, sempre que nos referirmos a uma combinação de hardware, software e “peopleware” (a parte humana de um sistema) diremos “sistema”. 

Os sistemas tecnológicos hoje são caracterizados pela concentração. A inversão da política pública, portanto, deve priorizar a descentralização desses sistemas. Quando falamos em sistemas tecnológicos, estamos falando dos sistemas de comunicação digital, principalmente, e comunicação digital se faz pela internet. 

A concepção estrutural da internet em voga atualmente é um modelo adequado à concentração do capital; na verdade oriunda dessa concentração. Assim, a estrutura de comunicação de dados que caracteriza a internet (formada por roteadores e linhas de comunicação de dados) é baseada num modelo de concentração nas mãos de grandes capitalistas, que distribuem o acesso aos cidadãos contra o pagamento pelo serviço. 

De outro lado buscamos mais participação. Mais pessoas (todas as pessoas) usufruindo, mais, das vantagens da utilização das TCI, maior participação das pessoas das bases sociais na atuação política e econômica, influindo cada vez mais nos destinos da coletividade, da nação e de si próprias. 

Uma política de estado que proporcione essa maior participação do cidadão nas benesses tecnológicas, deve considerar todos esses aspectos: as estruturas, equipamentos e sistemas que permitem ao indivíduo utilizar essas tecnologias, permitindo acesso indistinto e universal a todo cidadão; a capacitação do indivíduo-cidadão para que, tendo acesso, tire das tecnologias o maior potencial possível para seu próprio benefício e da coletividade; deve estimular a participação da sociedade no desenvolvimento das TCI, tanto no aspecto do hardware quanto do software e a sua apropriação para garantir a soberania popular. 

DIRETRIZES: 

É necessária uma mudança radical na orientação das ações governamentais no sentido de difundir o acesso aos equipamentos e estruturas tecnológicas de modo a garantir o uso universal (ou seja, a todo indivíduo) e consciente das TCI, ao mesmo tempo que se constroem ambientes digitais que proporcionem maior participação cidadã nas decisões e ações de governo, em todas as esferas (saúde, educação, transporte, saneamento, economia, ecologia etc). 

Mais do que isso, é fundamental também fomentar o conhecimento e desenvolvimento tecnológicos nas bases sociais e em termos de uma economia colaborativa e social, de modo a garantir a soberania e, assim, a sustentabilidade dessas políticas. Isso se pode alcançar através de treinamento, formação e fomento a iniciativas cooperativas nas comunidades, bairros, associações etc. 

Uma mudança nessa abordagem, abandonando o “de cima para baixo” pelo crescimento sustentado de baixo para cima, ou seja, a distribuição de recursos técnicos e financeiros a pequenos grupos de atuação local (com concatenação regional, nacional e mundial) tem o potencial de multiplicar os benefícios das tecnologias em todos os níveis e em todos os sentidos. 

O conjunto dessas ações pode ser chamado de “democratização das tecnologias”, que vem a ser a distribuição equânime dos recursos tecnológicos por todo o tecido social. É assumir a importância política das TCI ao mesmo tempo que empodera as parcelas da população que são com maior frequência excluídas. 

Democratizar as tecnologias vem a ser, então, proporcionar acesso de uso às estruturas, equipamentos e sistemas de comunicação e informação digitais, por um lado, e por outro proporcionar o domínio técnico (cognitivo) e acesso às ferramentas de desenvolvimento dessas mesmas tecnologias, tanto de hardware quanto de software. 

Realisticamente, a substituição desse modelo por um de distribuição dessa estrutura entre pequenos grupos, mesmo sendo tecnicamente possível, dos pontos de vista político e econômico não se pode implantar de maneira instantânea ou rápida e enfrenta (enfrentará) forte oposição de grupos com interesses diversos. Isso nos faz pensar num processo de convivência dos dois modelos, ou seja, a criação de uma estrutura baseada em vários pequenos provedores dispersos geograficamente, todos interoperando, conectando-se uns aos outros, estabelecida sobre e paralelamente à estrutura atual. 

Assim, a ação de governo municipal deve fomentar o surgimento de polos de serviço de internet, espalhados pelo território, organizando-se uma malha de redes autônomas locais, mas é indispensável garantir a sustentabilidade e longevidade dessas redes locais, esses polos locais de conexão digital, para que essa torne-se uma realidade social. O primeiro aspecto dessa sustentação é o econômico, que podemos alcançar de duas formas: cooperativas de serviço ou pequenas empresas locais. O segundo aspecto é o domínio tecnológico, cognitivo, o saber fazer; isso se alcança através da capacitação (ensino, treinamento e suporte) tanto no uso e desenvolvimento de softwares quanto de hardwares, ou seja, o desenvolvimento do peopleware.
 
PROPOSTAS:
 
As propostas abaixo correspondem cada uma, a um projeto específico para detalhamento das ações que deverão ser adotadas dentro de um programa (promoção, implementação e sustentabilidade).
  • Criação de uma estrutura municipal de comunicação de dados, através do espalhamento de servidores de acesso e de conteúdo proporcionando conexões de baixo custo, baixa latência, alta qualidade e acessibilidade, interligando as estruturas existentes de comunicação de dados (privadas, estaduais e federais). A composição, a cooperação e a interoperação de sistemas privadas locais e de sistemas estatais é a chave do sucesso de um plano com esse objetivo.
  • Ensino e treinamento nas áreas das TCI são as ações mais importantes para a democratização das tecnologias. O programa específico a ser desenvolvido para essa linha de ação deve contemplar a abrangência, a qualidade, a rapidez, a eficiência, a continuidade, a sustentabilidade, a evolução e a flexibilidade (adaptabilidade) e deve priorizar o atendimento às pessoas da base social.
  • Promoção, incentivo e suporte aos pequenos polos de conexão digital que devem ser operados por indivíduos, comunidades, cooperativas, clubes ou associações do próprio local; para isso devem ser capacitados, tanto do ponto de vista de operação e manutenção, quanto, principalmente, do ponto de vista de desenvolvimento, de modo a estarem sempre atualizados com relação às tecnologias utilizadas em cada momento histórico; também para poderem criar e oferecer serviços à comunidade de usuários de suas redes. Do ponto de vista técnico, cada polo terá um projeto próprio que pode se basear em redes mesh ou outra topologia que venha se mostrar mais adequada; este projeto determinará também o modelo de estruturação orgânica, bem como suas políticas comerciais, estruturas de serviços etc. Apontamos o modelo cooperativo como preferencial, mas o processo de implantação partirá de reuniões e/ou assembleias locais que definirão o modelo a ser seguido.
  • Programa que proporcione acesso aos terminais de comunicação (celulares, computadores etc.) aos indivíduos, seja por meio de financiamento, doação ou qualquer outra forma que permita aos cidadãos de baixa renda terem um dispositivo próprio de acesso à rede.
  • A geração de emprego e renda se dará através da remuneração dos operadores (qualquer que seja o modelo orgânico adotado) e ao aumento das possibilidades de iniciativas empresariais por parte dos cidadãos, devido ao acesso às tecnologias digitais.
  • Programa de estímulo e apoio ao desenvolvimento de conteúdo local, através de coletivos de produção cultural (vídeo, texto, imagens, performances, jornalismo, teatro etc) veiculados a partir dessas estruturas locais.
  • Ampliação dos serviços e canais de atendimento ao cidadão, por parte da Prefeitura Municipal, suas autarquias etc. Essa é a construção pela base, a que se junta o estímulo ao desenvolvimento empresarial local.
Ed Antunes e Pâmela Santos (PSOL)
 
O plano de governo dos candidatos do PSOL, Ed Antunes e a vice Pâmela Santos, o desenvolvimento econômico está dividido em três pilares: Desenvolvimento Rural; Economia Solidária e Desenvolvimento de Renda.
 
Essas são as ações que pretendem fazer, caso eleitos, na área do desenvolvimento econômico:
 
Desenvolvimento Rural
  • Estruturar de forma consistente a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE, para que, além do aumento da qualidade na alimentação, o Programa fortaleça a Agricultura Familiar;
  • Atuar no sentido de fortalecer e ampliar o do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA, visando, conforme os objetivos do próprio programa: promover o abastecimento alimentar por meio de compras governamentais de alimentos; fortalecer circuitos locais e regionais em redes de comercialização; valorizar a biodiversidade e a produção orgânica e agroecológica de alimentos; incentivar hábitos alimentares saudáveis e estimular o cooperativismo e o associativismo.
  • Implementar um Plano Integrado de Gestão de Unidades de Produção Agrícola do Município, através do aumento da tecnologia no campo e da capacitação técnica, executada por meio de parcerias com o Sindicato Rural, com a Epagri e com as Universidades da cidade no sentido de facilitar que projetos de extensão rural e assessoria com suporte multidisciplinar cheguem até as propriedades e qualifiquem a produção, pastagem, fruticultura, horticultura, recuperação florestal, e a produção de derivados de leite e piscicultura;
  • Contribuir com o que for possível para a valorização do “Queijo Serrano”;
  • Articular com o setor e com áreas técnicas, estratégias de desenvolvimento rural pautados numa transição agroecológica para a região;
  • Buscar subsídios para fortalecer a cadeia produtiva dos artigos coloniais da Serra e estimular a implantação de agroindústrias por meio de políticas de incentivo e fomento à indústria local;
  • Articular junto ao setor de Hotelaria Rural formal, possibilidades de fomento, investimento e desenvolvimento da área;
  • Articular, por meio da Fundação Cultural, a tabulação de dados para a criação de um roteiro turístico rural, valorizando os recursos históricos, naturais, e os patrimônios urbanos e rurais; ҉ Realizar mapeamento estrutural do interior do município e fomentar a exploração do turismo rural sustentável de base comunitária, com o objetivo de recuperar do posto de Capital Nacional do Turismo Rural;
  • Otimizar sistemas de gerenciamento e melhoria de acesso das vias rurais do município; ҉ Criar espaços de diálogo e construção de planejamentos com os sindicatos de base rural, cooperativas e produtores para levantar as principais necessidades do setor e direcionar a aplicação dos recursos da área de forma responsável;
  • Protagonizar iniciativas de parcerias para melhoramento do manejo fitossanitário das propriedades rurais;
  • Municipalizar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR;
Economia Solidária
  • Considerar as propostas encaminhadas pelo Fórum Regional de Economia Solidária, e cumprir com o compromisso assumido na carta, disponível em: http://bit.do/ecosolpsol;
  • Promover e incentivar a Economia Solidária como uma das estratégias fundamentais de desenvolvimento social local e regional para a superação da crise financeira através da utilização dos canais institucionais previstos da Lei 4705/2014;
  • Possibilitar que os produtores e artesãos vinculados à Economia Solidária tenham respaldo para a comercialização de seus produtos e inclusive preferência em licitações públicas, conforme legislação pertinente;
  • Definir aporte financeiro a ser destinado ao Fundo Municipal de Economia Solidária e fortalecimento do Conselho Municipal de Economia Solidária - CMES para que se efetivem decisões conjuntas sobre a utilização da verba;
  • Fomentar e dar suporte aos empreendimentos de Economia Solidária, conforme demandas dos territórios da cidade, via dispositivos das políticas de Assistência Social e Desenvolvimento Econômico, mantendo também parcerias para assessoria técnica, capacitação e suporte para a os empreendimentos solidários;
  • Articular regionalmente a elaboração de cadeias produtivas, que facilitem o funcionamento dos vários setores de produção, desde a matéria-prima até o escoamento do produto final;
  • Contratar serviços provenientes de empreendimentos de Economia Solidária para as “demandas públicas”, sempre que possível;
  • Fomentar de maneira intersetorial o desenvolvimento de projetos educacionais com temáticas e princípios vinculados ao empreendedorismo social, desenvolvimento social sustentável e à Economia Solidária, a serem aplicados nas escolas municipais e demais dispositivos da rede;
  • Dar celeridade ao processo de discussão e aprovação do Plano Municipal de Economia Solidária;
  • Contribuir de forma efetiva com a ampliação, estruturação e divulgação das feiras de Economia Solidária;
  • Qualificar as equipes de saúde mental para que, pautados nos princípios organizativos da Economia Solidária, estimulem a organização dos usuários dos serviços e de seus familiares;
Desenvolvimento de Renda
  • Firmar parcerias com empresas para encaminhamento ao primeiro emprego de jovens e pessoas que tenham realizado cursos de qualificação profissional pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico;
  • Implementar um sistema de gestão pública da Área Azul, integrado ao programa “Jovem Aprendiz”;
  • Incluir nos procedimentos da Lei 4234/2017 e do Decreto 17074/2018, que regulamentam o Programa “Lages bem mais simples” a realização de cooperação técnica com o Órion Parque para implementar um serviço de entrevista/consultoria, anterior ao processo de abertura de empresas, visando proporcionar aos empreendedores uma visão ampla sobre a sua proposta e a localização exata da ideia no ecossistema territorial e de negócios, com o intuito de diminuir a quantidade de empresas que vão à falência com menos de dois anos de início das atividades; 
  • Aumentar significativamente a visibilidade dos projetos e atividades do Órion Parque, garantindo e aprimorando as formas de acesso da população, e de pequenos e médios empreendedores aos seus serviços.
  • Articular em conjunto com ACIL e CDL intervenções de fomento e recuperação do comércio e da indústria, com o intuito de promover a superação da retração em decorrência da pandemia e possibilitar o desenvolvimento dos setores;
  • Criar vagas específicas para pessoas transgêneras, travestis e mulheres em situação de vulnerabilidades sociais, nos cursos de qualificação profissional oferecidos pela prefeitura; Implementar política econômica de incentivo fiscal para empresas que valorizem a diversidade no seu quadro de trabalhadores;
  • Regularizar as questões relativas à Lei 480/2016, sobre o serviço de Táxi no Município de Lages;
  • Abrir amplo debate com a sociedade sobre o comércio ambulante e food trucks. (Lei 448/2014 e Decreto 14794/2015);
Lucas Neves (PSL) e Thiago Oliveira (PODE)
 
O desenvolvimento econômico e sustentável tem como mote no plano de governo dos candidatos Lucas Neves (PSL) e Thiago Oliveira (PODE), o de ampliar e fortalecer a economia de Lages, fazendo com que reafirme a posição de polo regional no comércio e na prestação de serviços, além de incrementar a industrialização e suas potencialidades na visão criativa de convivência utilizando-se de educação, de ciência, de tecnologia e de inovação, melhorando a qualidade de vida da população.
 
As propostas na área do desenvolvimento econômico no plano de governo dos candidatos Lucas e Thiago estão divididos em quatro pilares: Infraestrutura, Desenvolvimento Industrial e Comercial; Emprego, Renda e Turismo; e Meio Ambiente e Agricultura.
 
Infraestrutura
  • Promover a cidade com infraestrutura mínima adequada, para a qualidade de vida da sua população, reduzindo o déficit habitacional, melhorando as condições de moradia, em harmonia com o meio ambiente.
  • Promover a recuperação e melhoria da pavimentação do perímetro urbano, com um projeto englobando e padronizando os passeios.
  • Fortalecimento de programas de parceria entre poder público e população na execução de projetos de pavimentação de ruas.
  • Definir um plano municipal de praças e áreas de lazer e de esportes e executar o plantio de árvores nativas nas ruas, praças e parques.
  • Estabelecer metas para universalização para o atendimento de água e para o tratamento de esgotos, como questão de qualidade de vida.
  • Ampliar o sistema de abastecimento de água e esgoto da cidade.
  • Adotar programas e ações estratégicas para apoiar a criação e manutenção de moradia para vida independente da pessoa com deficiência.
  • Criar a modalidade de residência inclusiva prestada no âmbito do Suas à pessoa com deficiência em situação de dependência que não disponha de condições de autossustentabilidade, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.
Desenvolvimento Industrial e Comercial
  • Ampliar a política de crescimento do setor industrial, articulada com os organismos multilaterais, bancos de desenvolvimento, e Governos Estadual e Federal.
  • Incentivar as indústrias de bens de consumo local, em espécie micro, pequenas e médias empresas através de incentivos as mesmas.
  • Estabelecer políticas indutoras de modernização do comércio e serviços, implementando processos de desburocratização e a utilização intensiva de tecnologias e documentação eletrônica, com a desoneração de custos.
Emprego, Renda e Turismo
  • Estimular a participação do poder público municipal e da sociedade civil na formulação da política pública de Trabalho.
  • Conceber o desenvolvimento da política de trabalho fundada nas potencialidades e vocações econômicas locais através do “Orçamento Participativo”.
  • Democratizar as informações que oportunizem o acesso às políticas de trabalho, tanto as passivas como as ativas, inclusive propiciando o acesso facilitado ao crédito.
  • Promover a atração de novas empresas em consonância com o princípio da preservação de oportunidades para os empreendimentos locais.
  • Considerar a educação profissional como instrumento de emancipação humana e de valorização do fator trabalho no processo produtivo.
  • Realizar articulação propositada, explorando a vertente da responsabilidade social do setor privado e parcerias com o terceiro setor.
  • Buscar, permanentemente, a redução dos índices verificados atualmente na taxa de desemprego do Município.
  • Buscar o fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas como uma das estratégias para o desenvolvimento da economia através do projeto para os mesmos.
  • Implantar políticas públicas que estimulem a organização do segmento em como: Associações, Cooperativas e Condomínio empresarial, facilitando o acesso ao crédito adequado e às tecnologias da base apropriadas.
  • Levantar o acervo de belezas naturais existentes no Município, que possam converter-se em pontos turísticos.
  • Promover festas municipais ou regionais, típicas e/ou temáticas visando incrementar o turismo do município/região.
  • Elaborar o calendário anual de eventos municipais, dando destaque àqueles que possam atrair fluxos turísticos.
  • Promover a melhoria da infraestrutura voltada ao turismo no município.
  • Fomentar iniciativas empresariais vocacionadas ao turismo.
  • Criar programas de inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho.
Meio Ambiente e Agricultura
  • Integrar e articular o desenvolvimento socioeconômico com a melhoria das condições da vida local, por meio de incremento da produtividade, em equilíbrio com os recursos ambientais.
  • Implementar, isoladamente ou em parcerias nacionais e regionais, com o suporte de Programas Federais para os Municípios, ações voltadas para o tratamento de resíduos sólidos gerados na cidade.
  • Promover campanhas para limpeza dos rios com participação comunitária.
  • Reestruturar o serviço de limpeza pública existente.
  • Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas públicas.
  • Incentivar a implantação de projetos para geração de energia fotovoltaica, como medida de economia familiar e empresarial ao mesmo tempo, educativa e colaborativa com a preservação da natureza.
  • Promover ações voltadas às comunidades rurais com o objetivo de combater o êxodo rural.
  • Promover um programa semestral de castração no CCZ – Centro de Controle de Zoonoses.
  • Desenvolveremos um projeto regular de castração municipal, através do castra móvel.
  • Programa de fiscalização contra o maltrato e abandono animal, fazendo valer a legislação.
  • Priorizar feiras de adoção regulares com os animais resgatados e castrados pelo CCZ – Centro de Controle de Zoonoses.
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Airton Amaral e Ronaldo Cordeiro (PATRI)
 
Na proposta da chapa do partido Patriota, encabeçada pelo candidato a prefeito Airton Amaral e seu vice Ronaldo Cordeiro, o desenvolvimento econômico deverá ser feito de forma sustentável e para eles, “Lages tem demonstrado uma clara vocação econômica voltada ao Turismo, a Indústria da Transformação, e mais recentemente a Tecnologia e a Economia Criativa”, diz parte do documento.
 
No plano de governo de Airton e Ronaldo, são essas ações que pretendem realizar caso eleitos:
  • Criar uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico, integrando todas as atuais secretarias que tratam do tema de desenvolvimento econômico, tais como: turismo e tecnologia, concentrando nela as políticas de desenvolvimento de nossa cidade.
  • Desburocratizar e agilizar os procedimentos para a criação e a manutenção das operações das empresas estabelecidas em Lages, por meio de espaços para o atendimento exclusivo de demandas empresariais com o município, integrando e simplificando os processos de todas as Secretarias envolvidas, para que os empresários possam resolver, de forma ágil, todas as questões relacionadas ao seu negócio em um único lugar.
  • Encaminhar Projeto de Lei para regulamentar as PPP’s - parceiras público privadas - no município de Lages, para, por exemplo, desenvolver um complexo turístico para a cidade.
  • Valorizar as empresas que atuam dentro da legalidade e que contribuem com a distribuição de renda, promovendo empregos e benefícios a seus colaboradores, fiscalizando e combatendo toda e qualquer atuação irregular da atividade econômica.
  • Priorizar o desenvolvimento das atividades que fazem parte da vocação econômica de Lages, tais como: turismo e agronegócios, além de incentivar pequenos empreendedores por meio do microcrédito.
  • Estimular a criação de pólos de empreendimentos da economia criativa - propaganda, arquitetura, mercados de arte e antiguidades, artesanato, design, moda, filme e vídeo, software de lazer, artes performáticas, edição, jogos de computador, serviços de televisão e rádio - no centro e nos bairros, visando estimular a geração de empregos e novas oportunidades aos jovens talentos lageanos.
  • Fomentar o turismo, com o desenvolvimento de um complexo turístico em parceria com a iniciativa privada para o aumento da oferta de ativos turísticos e consequente aumento do tempo de permanência do turista na cidade e região.
  • Desburocratizar a obtenção de licenças e alvarás para a aprovação e realização de eventos de qualquer porte, a exemplo do que foi feito em Balneário Camboriú, com a criação de um documento único.
  • Apoiar a implantação de incubadoras de apoio a empresas nascentes nos bairros visando promover a descentralização da oferta diversificada de empregos, por meio de parcerias com entidades vocacionadas.
  • Contribuir para a criação e formalização de micro empresas e microempreendedores individuais.
  • Ampliar as compras governamentais das micro e pequenas no volume de compras da prefeitura visando estimular a economia local e a geração de empregos
Antonio Ceron (PSD) e Juliano Polese (PP)
 
O plano de governo do candidato Antonio Ceron (PSD) e seu vice Juliano Polese (PP) que tentam a reeleição destacam a criação de novos empregos, fomentar empresas locais e atrair novos empreendimentos, além de “revistar e implementar o planejamento estratégico, desenvolvido com apoio do Sebrae/SC, para o município de Lages”, destaca parte do documento.
 
Essas são as ações da coligação “Lages em Boas Mãos”, encabeçada por Ceron e Juliano.
  • Revisar e implementar o planejamento estratégico, desenvolvido com apoio do Sebrae/SC, para o Município de Lages.
  • Incentivar a criação de novos postos de trabalho e geração de renda, fomentar as empresas locais e atrair novos empreendimentos ao Município, através das ações do Banco do Emprego, Sala do Empreendedor, Qualifica Melhor Lages.
  • Promover o Turismo integrado no Município como forma de fomentar a economia local, de acordo com o Plano de Desenvolvimento Territorial da Serra Catarinense - Amures.
  • Aproveitar o conhecimento existente - tanto na agricultura, quanto na pecuária - dos órgãos e entidades locais, priorizando o cuidado com os acessos das estradas do interior, facilitando a chegada dos insumos e escoamento da produção, bem como, ampliar o Programa “Porteira Adentro”.
  • Acelerar a criação de novos Centros de Comércio e Serviços Públicos e Privados nos bairros.

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