A situação em Lages é bastante preocupante já que analisando o volume de chuva entre novembro de 2019 e abril de 2020, ele ficou abaixo das médias históricas coletadas entre os anos de 1960 a 2004.

Por LD,
Lages/SC

📷 Maurício Santos / LD Comunicação

Na manhã desta sexta-feira, 8, o prefeito de Lages Antonio Ceron (PSD) assinou o Decreto nº 17.994 que estabelece situação de emergência por conta da estiagem na cidade que afeta o município desde o fim do ano passado. Segundo dados que justificaram o decreto, o volume de chuva entre novembro de 2019 e abril de 2020 ficou bem abaixo das médias históricas, obtidas entre os anos de 1960 e 2004.

O decreto deverá vigorar pelo prazo de 180 dias e nos próximos dias, o prefeito Antonio Ceron também deverá assinar um decreto com as regras e normas acerca do consumo consciente de água no município assim como também as punições previstas para aquelas pessoas que venham a desrespeitar o uso racional da água.

Além disso, a estiagem não afeta apenas os rios que abastecem a população para o consumo humano da água, mas também afeta setores da economia, especialmente a agropecuária. O decreto se baseia também pelos eventos climáticos que já ocasionaram perdas nas lavouras de milho, soja e feijão, nas fruticulturas, pecuária de corte e de leite.

Desde a última quinta-feira, 7, a Prefeitura de Lages tem abastecido um caminhão-pipa para realizar o transporte de água potável às localidades do interior do município. Foram 15 mil litros de água, ontem, quinta-feira (7) levados para as comunidades de Rancho de Tábuas, Macacos e Rio do Val (próximo a Macacos) e outros 15 mil litros que estão sendo distribuídos ao longo desta sexta-feira, 8, para as comunidades de Boqueirão, Santa Terezinha de Boqueirão, Cajuru e Cabo de Lança. O caminhão-pipa foi cedido pelo 1º Batalhão Ferroviário (BFv) de Lages.