A medida foi necessária após a paralisação dos trabalhos há mais de um mês e consequentemente a falta de receita.

Por ASSESSORIA DE IMPRENSA DA TRANSUL,
Lages/SC

📷 Cena como esta não se repete desde o dia 18 de março, quando foi o último dia de em que os ônibus circularam em Lages antes da quarentena imposta pelo Govern do Estado. (Foto: Maurício Santos / Arquivo / LD Comunicação). 

Diante da paralização dos trabalhos de transporte urbano, e a consequente falta de receita, a diretoria da Transul, inicialmente, deu férias aos funcionários até neste dia 23. Porém, diante da prorrogação da inatividade em razão dos riscos de contágio do novo coronavírus através do transporte de passageiros, e empresa fez uso da Medida Provisória (MP) 936, da União, que estabelece o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

A MP permite a suspensão de contratos de trabalho ou a redução salarial e de jornada para reduzir a folha de pagamentos e evitar demissões em massa durante a crise do novo coronavírus. E, para que não haja nenhuma demissão, a Transul optou pela redução proporcional da jornada de trabalho e os salários, em comum acordo com seus cerca de 250 empregados. O acordo passa a valer já a partir desta sexta-feira (24).

Pelo programa, segundo explicou o diretor Humberto Arantes, os trabalhadores que tiveram a jornada reduzida vão contar com 30% dos salários pagos pela empresa, e os demais 70% vêm do auxílio emergência da União, que basicamente complementa a renda normal. A medida se estende até a retomada dos serviços. “Não sabemos se a proibição dos serviços será prolongada por mais tempo, mas, se já no dia 1º de maio, os ônibus forem autorizados a operar, todos os empregados retornam ao serviço normalmente”, ressaltou Humberto.