IGP identifica corpos das cinco vítimas do acidente da BR-116 em Capão Alto


Após trabalho e confronto de análises de DNA dos corpos e de familiares foi possível a identificação das vítimas que já foram liberadas às famílias.

Por LD,
Lages/SC

📷 Adrielle Oliveira; Wesley Ribeiro; Lucas Cavilha; Luciano Andrade; e Paloma Coswosck. (Foto: Reprodução / Arquivos
Pessoais). 

Foi concluída na tarde desta quinta-feira (19), a identificação dos corpos dos cinco jovens mortos na última sexta-feira, 13, após acidente de trânsito na BR-116, em Capão Alto. Os trabalhos de identificação foram conduzidos e realizados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Lages e também de Florianópolis.

Um trabalho minucioso foi iniciado desde o dia do acidente já que foi constatado que os corpos haviam sido carbonizados ao extremo e não poderia ser feita a identificação por impressão digital e nem por arcada dentária, sendo somente, através de amostras de DNA.

O procedimento iniciou com a coleta de amostras de DNA das cinco vítimas e que foram enviadas ao laboratório, em Florianópolis, assim como foi solicitado amostras de material genético dos familiares, para que fosse realizado confronto. Esse procedimento em geral leva até meses para ser concluído, porém, devido a comoção e a espera de familiares de algumas das vítimas que são de outros estados, foi feito uma força tarefa e intensificação dos trabalhos das equipes em Lages e Florianópolis em busca de diminuir esse tempo.

O IGP enviou a Lages o odontolegista Paulo Miamoto, para que iniciasse mais uma tentativa de identificação pela arcada dentária, o que foi iniciado na última terça-feira (17) onde ele iniciou a necropsia odontológica e já fez a solicitação dos prontuários dentários às famílias. Com o trabalho extremamente minucioso, que contou com auxiliares de medicina legal Geraldo Bastos Júnior e Elisangela Luana Pereira e, ainda, com o dentista e professor da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e do Centro Universitário Unifacvest, Alceu Martins Júnior e também com a dentista e especialista em odontologia legal Emanuelle Andressa Rodrigues, aos poucos a esperança de dar uma resposta mais rápida às famílias voltou a crescer.

A equipe conseguiu extrair as informações necessárias das arcadas e, com o apoio da Uniplac, que cedeu os equipamentos para a realização de radiografias nos corpos, chegaram à identificação de três das cinco vítimas ainda na noite de quarta-feira (18): Adrielle de Oliveira Gomes, acadêmica de jornalismo da Uniplac e modelo natural de Alagoas; Wesley Ribeiro, acadêmico de Engenharia Química, da Unifacvest, natural de São Paulo; e Lucas Cavilha, estudante do Senai.

Os trabalhos tiveram prosseguimento no início da manhã desta quinta-feira (19) e no início da tarde, o corpo de Luciano Andrade também foi identificado. Já era por volta das 15h30, o corpo da acadêmica de Engenharia Química, Paloma Coswosck, natural de Vila Velha, no Espírito Santo, também foi identificada.

O IGP informou que assim que os corpos foram sendo identificados, as equipes já entravam em contato com as famílias e as liberações dos corpos foram sendo autorizadas.

Segundo o órgão, a identificação pela arcada dentária é uma forma de identificação já que existe uma combinação de anatomia, tratamentos odontológicos e patologias que são muito complexas e praticamente impossíveis de se repetir, o que torna a dentição única, assim como a impressão digital e o DNA.

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