Em 2017 haviam sido notificados pela Vigilância Epidemiológica 79 casos de sífilis congênita, na região serrana, dos quais 25 foram investigados, sendo 17 de Lages e 11 de outros municípios.

Por IRAN ROSA DE MORAES da ASCOMPML,
Lages/SC

📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML

A incidência significativa de casos notificados de transmissão de sífilis congênita (transmitida da mãe para o feto), no ano de 2017, na região serrana, desencadeou a criação do Comitê de Transmissão Vertical, em 2018, uma iniciativa da secretaria municipal de Saúde, da Prefeitura de Lages.

Neste comitê atuam profissionais da área de Saúde, os quais trabalham em rede, em nível municipal e regional, investigando, confirmando ou descartando a transmissão vertical, especialmente a sífilis congênita, mas também casos de HIV, toxoplasmose e hepatites.

Em 2017 haviam sido notificados na região serrana 79 casosde sífilis congênita, dos quais 25 foram investigados, sendo 17 de Lages e 11 de outros municípios.

Já passado um ano da criação do comitê visando o controle e o tratamento adequado dessas doenças, o número de casos notificados de sífilis congênita, por exemplo, ainda é muito alto, na região: mais de 100 casos em 2018.

Para intensificar os trabalhos do comitê, a Secretaria Municipal da Saúde organiza o Seminário de Transmissão Vertical, evento que se realiza nesta quarta-feira(27 de novembro) na Uniplac, reunindo profissionais, gestores e estudantes da área de Saúde.

“Este seminário tem o intuito de atualização dos profissionais e gestores da área da Saúde em relação à Transmissão Vertical. Uma oportunidade de troca de experiências e para atualizar as informações e relatórios que indicam ainda um alto número de casos notificados pela Vigilância Epidemiológica”, falou a secretária da Saúde, Odila Waldrich.

A coordenadora do Comitê de Transmissão Vertical, Sumaia Pucci, disse que a realidade dos altos indicadores pode ser mudada e todos os esforços já vem sendo somados pelo trabalho de cada membro do comitê e dos gestores municipais e regionais.

“Precisamos sim fortalecer a nossa rede de atendimento, desde a atenção básica à Saúde, trabalhando na prevenção das doenças, identificando casos e fazendo o tratamento adequado. Portanto, neste seminário, cada um dos participantes será multiplicador das informações e conhecimentos. A meta é melhorar os indicadores e prestar o atendimento necessário e adequado aos pacientes”, destacou o vice-prefeito Juliano Polese (ex-secretário municipal de Saúde).

A médica da Secretaria da Saúde, Viviane Mendes Cunha, que atua no Hospital Infantil, e no Programa Melhor em Casa,sendo integrante do Comitê de Transmissão Vertical também falou sobre os objetivos do seminário, frisando, por exemplo, sobre a necessidade da realização de pré-natal adequado, no qual podem ser diagnosticados casos precoces de doenças congênitas. “Com o diagnóstico e o devido tratamento, pode-se evitar o óbito ou então as sequelas que possam advir caso a criança infectada não seja tratada precocemente”, explicou a médica.