O assunto foi debatido em audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores de Lages.

Por DEISE RIBEIRO da CÂMARA LAGES,
Lages/SC

📷 Aline Borba / Câmara Lages

A Câmara de Vereadores realizou na noite de quinta-feira (21) uma audiência pública para discutir alternativas e apontar soluções que promovam mais segurança aos moradores dos bairros cortados pelas BR's 282 e 116, no perímetro urbano de Lages. A população reivindicou por mais infraestrutura para os bairros da parte alta da cidade, que juntos somam cerca de 10 mil habitantes.

Proposta pelo vereador Enio do Vime (PSD), a reunião aconteceu no Centro Comunitário Santa Mônica e contou com a participação de moradores do Caroba, Santa Mônica, Santa Cândida, Boqueirão e Vista Alegre. “A ausência de iluminação e sinalização nos acessos dessas BR's aos bairros, somado a falta de passarelas na BR 116 e as más condições de trafegabilidade dos veículos nas marginais das vias são problemas que afetam a segurança das pessoas”, apontou o proponente.

Também estiveram presentes na mesa de debates o vice-presidente de Desenvolvimento Regional da Associação Empresarial de Lages (Acil), Antônio Wiggers, e a secretária da Associação dos Municípios da Região Serrana (Uveres), Sadiana Arruda. “Precisamos de uma resposta positiva das autoridades e de prazos para a resolução dessas questões que prejudicam o dia a dia dos moradores”, reforçou Enio.

Parecer dos técnicos

O superintendente do Departamento de Infraestrutura e Transportes de Lages, Enio Jocobos Spiker, disse que o Dnit tem conhecimento do risco que é o acesso da BR 282, em frente ao Mercado Luz, no entanto, ele nunca foi regulamentado. No local já foram registrados inúmeros acidentes, inclusive com vítimas fatais. “O Dnit não pode realizar nenhum tipo de obra no local, porque legalmente ele não existe”, justificou.

Da mesma forma, o coordenador de implantação e conservação da empresa Autopista Planalto Sul, Thiago Venzke Bortoli, esclareceu que as marginais da BR 116, especificamente do trecho que compreende o trevo da antiga empresa Battistella até a rua Grêmio Portalegrense, não fazem parte do contrato de concessão da rodovia federal à empresa. “A Autopista está sempre aberta para ouvir as demandas da população e para amenizar o problema desse trecho específico a empresa já trabalhou em parceria com a prefeitura na melhoria do acesso aos usuários. Se necessário poderá analisar a viabilidade para uma nova manutenção”, explicou.

Ainda sobre a BR 116, o representante da  Autopista informou que a concessionária já desenvolveu um projeto de duplicação da rodovia, o qual contempla marginais e passarelas. “O projeto executivo está em desenvolvimento. A expectativa é que seja encaminhado para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no início de 2020, órgão responsável pela autorização da obra”, frisou.

Em relação à iluminação dos acessos das BR's aos bairros, ambos os técnicos disseram ser de competência do município. “Essas reuniões ajudam o poder público a tomar conhecimento dos problemas e buscar soluções para as demandas da comunidade”, manifestou o engenheiro da Secretaria Municipal de Planejamento e Obras, Wilson Besen.