Peça foi adquirida pelo Governo do Estado em 1945 durante o mandato do lageano Nereu Ramos.

Por LD,
Lages/SC

📷 Ricardo Wolffenbüttel / SECOM

Um artefato um tanto quanto raro e muito especial para os catarinenses está exposto no Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Trata-se de um relógio que passou mais de uma década, mais precisamente 11 anos para ser restaurado e entregue novamente aos catarinenses nesta sexta-feira (8).

O trabalho feito pelo artesão Geraldo Ziebarth, de 81 anos, tratou de restaurar uma peça montada em 1943 e adquirida pelo Governo de Santa Catarina, em 1945, durante o mandato do lageano Nereu Ramos. Feito praticamente em madeira de Imbuia, o relógio é considerado raro já que até as engrenagens são feitas em madeira, assim como os ponteiros e os números romanos. De metal nesta verdadeira relíquia somente alguns eixos e os parafusos.

A restauração teve um significado maior para o “seu” Geraldo Ziebarth, já que ele trabalhou com uma peça que foi montada por seu pai, Alvino Ziebarth, ambos naturais de São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, na década de 1940 e que utilizou uma técnica tradicional da cultura alemã, onde com madeira entalhada e engrenagens que garantem a marcação das horas, da data e das fases de lua, confeccionou uma verdadeira obra-prima.  

O artesão Geraldo Ziebarth trabalhou nos últimos anos na restauração da peça e também confeccionando peças substitutas àquelas que acabaram estragando com o tempo.

📷 Ricardo Wolffenbüttel / SECOM

Nos últimos dois dias, o artesão realizou a montagem do relógio no local onde ele será exposto, na Sala dos Governadores, dentro do Museu Histórico. A ação foi acompanhada pelos técnicos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), órgão que administra o Museu Histórico de Santa Catarina. O artista ainda recebeu um certificado de honra ao mérito pelos serviços prestados na preservação da memória catarinense.