Ficou acordado em reunião com os moradores indenizados, que após a imissão na posse de área, fruto da ação judicial, a prefeitura dará prazo de 60 dias para que as oito famílias desocupem os seus antigos imóveis.

Por IRAN ROSA DE MORAES da ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML

A Prefeitura de Lages, atendendo determinação judicial, depositou cerca de R$ 1 milhão de reais referente ao valor da indenização de um grupo de famílias residentes em áreas ribeirinhas ao rio Ponte Grande, no perímetro de implantação da avenida Ponte Grande. Agora, com este depósito judicial, está garantida a imissão na posse da área para o Município, possibilitando assim que a prefeitura siga com a execução do projeto de implantação da avenida Ponte Grande (etapa 3).

Esse depósito judicial estava pendente desde 16 de junho de 2015, quando a administração público-municipal da época entrou com ação de desapropriação. “Sem querer achar culpados para a demora e empecilhos em se resolver esta questão, a prefeitura agora cumpre com o que determina a justiça e já depositou o valor total das indenizações (R$ 1.025.810,46)”, disse o prefeito Antonio Ceron, durante reunião com o grupo de moradores indenizados (acompanhados do advogado Roselito Everaldo de Lins).

Nesta reunião, com a participação do prefeito e do vice-prefeito, Juliano Polese, dos secretários municipais de Administração e Fazenda, Antonio Arruda, e do Planejamento e Obras, João Alberto Duarte, também ficou acordado que após a imissão ne posse da área, a prefeitura dará prazo de 60 dias para que as oito famílias desocupem os seus antigos imóveis.

“Será permitido que os moradores indenizados, dentro deste prazo determinado, retirem o que for possível e de interesse deles, como por exemplo, materiais das construções que serão demolidas e que possam ser reaproveitados por eles”, afirma o prefeito.

Além disso, Ceron garantiu que este prazo de 60 dias ainda poderá ser estendido, caso alguma família apresente dificuldades específicas e justificadas para deixar o local.

Já o advogado contratado pelas famílias indenizadas frisa que: “Em 2018 entramos com ação judicial e o requerimento da posse por parte do Município foi indeferida. Ou seja, as famílias durante três anos, de 2015 a 2018, passaram pela incerteza de quando sairiam dos imóveis e do quanto seriam indenizadas. Mas agora tudo está sendo resolvido, com o comprometimento da atual equipe gestora da administração público-municipal, a começar pelo cumprimento de determinação judicial em depositar o valor das indenizações”, conclui o advogado.