Trabalho desenvolvido por  três acadêmicos da 7ª fase de Arquitetura e Urbanismo percorreu 16 fazendas, além do cemitério dos Ramos e que a partir do dia 18 será exposto no hall da Unifacvest, e a partir do dia 4 no Museu Thiago de Castro.

Lages/SC   

📷 Lajens a Lages / Divulgação
                                
Um trabalho desenvolvido ao longo de cinco meses por três acadêmicos da 7ª fase de Arquitetura e Urbanismo da Unifacvest, em Lages, poderá ser uma ferramenta a mais para que lageanos e turistas possam conhecer mais afundo às belezas naturais, mas também as belas, históricas e centenárias edificações localizadas na Coxilha Rica. O trabalho desenvolveu a partir de muita pesquisa e visitas in loco, um mapa detalhado composto por 16 fazendas históricas e ainda o cemitério dos Ramos que podem ser encontradas nesta região ainda pouco explorada de Lages. 


Segundo um dos idealizadores deste projeto, o acadêmico Andrigo Borges, o trabalho iniciou de forma tímida ainda quando eles fizeram uma visita na centenária Fazenda Cajurú em abril deste ano. “Depois disso [visita à fazenda], durante uma matéria na faculdade, surgiu a ideia de montar um mapa com as fazendas da Coxilha Rica”. Andrigo juntamente com suas colegas, Ana Clara Anacleto e Scheila Souza iniciaram os contatos com alguns proprietários e caseiros e contaram com a ajuda do escritor Fabiano Teixeira, do livro “A Casa do Planalto Catarinense” e da professora e mestre em patrimônio, Lilian Fabre.

📷 William Ramos foi o "motorista" do trio, Ana Clara Anacleto, Andrigo Borges e 
Scheila Souza, durante suas visitas as fazendas da Coxilha Rica. (Foto: Lajens a 
Lages / Divulgação)

Outro aliado ao longo deste projeto foi o tempo bom, conta Andrigo Borges, pois assim eles puderam iniciar as visitas in loco nas fazendas. “Todo final de semana de sol nós estávamos se embreando na Coxilha pra registrar cada fazenda”, destaca Borges.

Todo o registro fotográfico das fazendas e o mapa desenvolvido serão expostos na Exposição “Coxilha Rica – de Lajens a Lages”, a partir da próxima sexta-feira (18) no hall da Unifacvest e segue até o dia 01 de novembro. A partir do dia 04 de novembro será exposta no Museu Thiago de Castro, no Centro de Lages.

📷 Fazenda São João, uma das mais antigas datada de 1800. (Foto: Lajens a Lages 
Divulgação)

A exposição traz a visão dos três acadêmicos que se aventuraram durante semanas pela Coxilha Rica para registrar a arquitetura histórica enquadrada pela paisagem exuberante, mas não apenas nos detalhes arquitetônicos como as pedras, janelas, telhados, mas também para as pessoas e suas histórias e costumes.

Para os acadêmicos, uma das fazendas que mais os chamaram a atenção por sua história foi a da fazenda São João da Boa Vista, de propriedade de Nuna Camargo. “A fazenda dela estava por ser inundada pelas águas de uma PCH, na fazenda tem dois casarões. Ela lutou e pediu o tombamento da fazenda, hoje está em processo de tombamento, mas não pode ser tocada, e a PCH teve que mudar de lugar”, conta Andrigo.

Quem quiser acompanhar o trabalho além da exposição também pode seguir as redes sociais do projeto. “De Lajens a Lages” no Instagram e no Facebook.

📷 Fazenda São João da Boa Vista ficou ameaçada de desaparecer devido a construção 
de uma PCH. (Foto: Lajens a Lages / Divulgação)