O objetivo é construir uma alternativa viável, sem custo elevado, que envolva os cidadãos na busca pela solução e destinação dos resíduos que cada um produz.

Por ALINE TIVES da ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML

O Projeto Lixo Orgânico Zero, uma iniciativa da prefeitura de Lages, com apoio do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc), agora tem uma nova ferramenta de divulgação de práticas como métodos de compostagem e reciclagem, entre outros princípios que compõem o Projeto. Cartilhas informativas estão sendo distribuídas, tendo como público-alvo estudantes e a comunidade em geral. A tiragem inicial é de 20 mil exemplares.

Objetivo da cartilha é que as pessoas acompanhem o processo pelo qual Lages vem passando, de construir uma alternativa viável sem custo elevado, que envolva os cidadãos na busca pela solução e destinação dos resíduos que cada um produz. “Todos somos responsáveis pelos resíduos que geramos e temos a obrigação de dar a destinação correta, por isso é muito importante a população estar ciente destas práticas, e que isso se torne um hábito”, salienta a diretora da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Silvia Oliveira.

Lages vem sendo referência também para outras cidades, que solicitam à equipe orientações sobre o método de compostagem. Participam do Projeto mais de 70 instituições, entre elas escolas de educação infantil e de ensino fundamental e médio, presídio, restaurantes, centros comunitários, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), universidades, hortas comunitárias e pessoas da comunidade, que utilizam a compostagem para diminuir a emissão de resíduos orgânicos ao aterro sanitário. “Nossa meta é atingir mais de 100 escolas na cidade, pois a partir delas o processo avança para as residências como já está acontecendo”, enfatiza Silvia.

Diariamente, uma equipe técnica, com a participação de bolsistas, visita escolas e outras instituições a fim de acompanhar o processo, motivar e entregar materiais, como serragem e poda triturada para cobertura (disponibilizadas pela Secretaria de Meio Ambiente), além de entregar e produzir mudas para plantio (através da Secretaria de Agricultura e Pesca). “Na segunda-feira estivemos no Condomínio Tozzo conversando com os moradores e fazendo um diagnóstico da situação que enfrentam. Vamos auxiliá-los junto à síndica para mudar a realidade que vivenciam em relação ao lixo”, afirma.

Também são realizadas oficinas, palestras, entrevistas e orientações diversas sobre a temática de forma a construir uma atitude mais positiva para com o ambiente. “Os professores nas escolas, as merendeiras e os gestores têm sido incansáveis na busca desse objetivo, que é diminuir a quantidade de resíduos que chegam ao aterro sanitário, favorecendo a própria reciclagem e uso dos materiais que podem ser transformados em renda, como papel, plástico vidro, entre outros”, completa.