O Furacão devolveu os 2 a 0 e avançou para a grande decisão após uma emocionante disputa de pênaltis.

Por GOAL.COM,
Curitiba/PR

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Grêmio não jogou com Everton Cebolinha, suspenso, e Maicon, lesionado? O Athletico-PR entrou em campo com um total de 11 desfalques, especialmente em sua linha defensiva, e precisando fazer algo inédito na história: eliminar o Tricolor Gaúcho depois de uma desvantagem por dois gols na Copa do Brasil. A tarefa era improvável, mas jamais seria impossível em um esporte como o futebol.

Posse de bola, pressão e efetividade foram os ingredientes da receita no time treinado por Tiago Nunes. Individualmente, a exibição gigante do jovem Bruno Guimarães no meio-campo fez a diferença. E se dizem que a “sorte aparece para os competentes”, os gols que escreveram a vitória por 2 a 0, que levou a contenda para os pênaltis, também desafiaram as inconsistências do destino: o primeiro veio no rebote de uma bola na trave, o segundo quebrou o jejum de 12 partidas sem gols de Marco Ruben.

Tudo que o Athletico teve em seu favor, faltou ao Grêmio, que começou a partida reclamando de um pênalti polêmico não apitado após bola na mão dentro da área athleticana. Aos 16 minutos do primeiro tempo, Pepê, escalado na vaga de Cebolinha na ponta-esquerda, errou passe na intermediária gremista. A bola ainda rodou, voltou para a metade athleticana do campo até ser lançada por Márcio Azevedo para Rony, no lado esquerdo do Furacão e direito da defesa gremista - que naquele momento não tinha justamente o seu lateral (Leonardo estava fora de campo, sendo atendido e só depois seria substituído por Thiago Galhardo).

Bruno Guimarães leva a melhor na disputa com Matheus Henrique


Rony centrou a bola para a área. Bruno Henrique, desmarcado enquanto Matheusinho acompanhou o lance em ritmo mais lento, bateu forte e a bola estourou na trave de Paulo Victor. Quando Nikão aproveitou o rebote para estufar as redes, abrindo o placar e levando a Arena da Baixada à loucura, o relógio apontava apenas 17 minutos. Ciente de que ainda precisaria de mais gols para evitar a eliminação, o Athletico seguiu dominando.


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E dominou durante todo o jogo. Aproveitando especialmente os espaços que surgiam no lado direito do Grêmio, em dia nada inspirado de Rafael Galhardo, Rony voltou a ser decisivo ao centralizar uma jogada: o seu cruzamento encontrou a cabeça de Marco Ruben, que estufou as redes após mais de 800 minutos de jejum – voltando, também, a ser carrasco do Grêmio, como já havia sido nos tempos em que defendia o Rosário Central, da Argentina.

Vaga na final garantida nos pênaltis


No final das contas, o segredo para vencer um dos melhores times do Brasil foi lhe tirar a bola. O Athletico terminou o tempo regulamentar com 70% da posse de bola, tirando, como nenhuma outra equipe havia feito até então, a esfera do domínio gremista em 2019. Mas o terceiro gol não veio, mesmo após a expulsão do zagueiro gremista Kannemann, e foi preciso a incerteza dos pênaltis para definir qual das duas equipes avançaria para a final. A disputa foi em alto nível, e quis o destino que fosse Pepê, o substituto de Everton Cebolinha, quem errasse a sua batida – em grande defesa de Santos.

Com merecimento, aproveitando 100% as suas únicas finalizações no gol defendido por Paulo Victor e com todas as suas individualidades funcionando para o grupo, o Furacão avança para a sua segunda final de Copa do Brasil. E desta vez espera um final mais feliz do que o obtido em 2013. O primeiro duelo da finalíssima será na próxima semana.