As alergias oculares e os sintomas de olhos mais secos, são muito comuns durante essa época do ano, especialmente devido ao pólen liberado pelas flores.

Por FLAVIA MOTA, especial para o LD,
Florianópolis/SC

📷 Divulgação / Ilustrativa

A estação mais bela e florida do ano iniciou no dia 23 de setembro, e junto com a primavera vem também as preocupações com as alergias, entre elas as oculares e os sintomas de olhos mais secos, muito comuns durante essa época do ano, especialmente devido ao pólen liberado pelas flores. 

Coceiras frequentes, vermelhidão e lacrimejamento são ainda mais críticas em pacientes que já apresentam algum tipo de alergia como rinite, sinusite e dermatites. “As crianças são as mais afetadas, especialmente as que já têm um histórico de alergias, como rinite, bronquite, alergias de pele. Adultos alérgicos também ficam com os olhos mais sensíveis nesse período. Pessoas que trabalham muitas horas à frente do computador e em ambientes com ar condicionado têm maior tendência a sofrer com os olhos secos”, conta a médica oftalmologista do Instituto de Olhos Sizenando Souza Filho, Denise Caon de Souza Rahmeier.

📷 As médicas oftalmologistas, Gisele e Denise Caon. (Foto: Divulgação) 

Entre as principais dicas e cuidados para amenizar as alergias e irritações nos olhos na primavera estão: lavar as mãos com frequência, evitar coçar os olhos, usar óculos de sol. “Além dos cuidados pessoais, é fundamental manter a casa e o ambiente de trabalho limpos. O ideal é evitar varrer, pois isso espalha mais o pó no ambiente. E é sempre importante optar pelo uso de panos úmidos para a limpeza”, explica.

A doutora explica ainda sobre os tratamentos para as irritações causadas pelas alergias. Eles incluem compressas com água gelada para a amenizar a sensação de coceira, diminuir o edema e o desconforto ocular. “Não coçar os olhos e antes de utilizar qualquer tipo de colírio consulte o seu médico”, afirma a doutora, concluindo que no mercado existem várias opções de colírios para o tratamento, mas somente o médico pode avaliar a gravidade, a intensidade do quadro e indicar o tratamento correto para cada caso.