A Romaria é solidária aos homens e mulheres da agricultura e aos sem-terra diante dos inúmeros problemas sociais, ecológicos e ambientais por eles vivenciados.

Por IRAN ROSA DE MORAES da ASCOM PML,
Lages/SC     

📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML
                       
A Diocese de Lages, anfitriã da 25ª Romaria da Terra e das Águas, evento que será realizado no dia 15 de setembro, em São José do Cerrito, tem a expectativa de reunir em torno de 15 mil pessoas de todas as regiões do Estado de Santa Catarina. Nesta terça-feira (10 de setembro), o bispo diocesano de Lages, Dom Guilherme Werlang, recebeu a imprensa em entrevista coletiva para explicar sobre a organização e objetivos da Romaria.

Esta será a quinta vez que a Diocese de Lages sediará a Romaria da Terra e das Águas, uma organização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Sul 4, que congrega as dez dioceses existentes em Santa Catarina. O evento também congrega a Pastoral Juvenil, Fórum das Pastorais Sociais e a Via Campesina.

Com o tema “Semeando Vida no Campo e na Cidade” e o lema “Toda a Criação está Gemendo como em Dores de Parto”, a Romaria é “uma ação da Igreja”, segundo explica o bispo diocesano, Dom Guilherme Werlang. “A Romaria reivindica justiça no campo; ela é solidária aos homens e mulheres da agricultura e aos sem-terra”, salienta Dom Guilherme ao contextualizar os inúmeros problemas sociais, ecológicos e ambientais enfrentados pelos campesinos.

O objetivo da Romaria é promover a vida, semear vida, reforçou o bispo diocesano. “Ela surge da reflexão das palavras de Jesus, que disse: Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, reitera.

Dom Guilherme enfatiza a necessidade de a Igreja promover a Romaria diante do empobrecimento dos agricultores, evidenciado no documento “A Igreja e a questão agrária no Brasil”. Para o bispo diocesano, “a cidade não tem condições de vida sem o campo”, daí a importância da conscientização para a preservação dos variados ecossistemas, do micro ao macro, pois a Terra é viva e deve permanecer sempre viva para gerar os meios adequados à sobrevivência do planeta como um todo. A primeira Romaria da Terra e das Águas foi realizada em 1986, em Fraiburgo, com o lema “Da Luta pela Terra Brota a Vida”.