Reunião entre DNIT, PRF, Sociedade Civil e lideranças políticas na ACIL tratou deste assunto e também do estudo de aumento do limite de velocidade na rodovia dos atuais 80km/h para 100 km/h e a conclusão das passarelas.

Por LD,
Lages/SC

📷 ASCOM Carmen Zanotto / Divulgação

A implantação de terceiras faixas na BR-282 na Serra Catarinense, especialmente na região de Lages, é uma demanda que será tratada como prioridade. Pelo menos é o que garante o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Santa Catarina (DNIT/SC), Ronaldo Carioni Barbosa, em reunião realizada na Associação Empresarial de Lages (Acil), nesta segunda-feira (19).


A pauta das terceiras faixas foi uma de três assuntos tratados em reunião na Acil com representantes do DNIT, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), sociedade civil organizada e, lideranças políticas, entre elas, a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania/SC). As outras duas pautas foram a viabilidade de aumento do limite de velocidade na BR-282 dos atuais 80 km/h para 100 km/h e a instalação e conclusão de passarelas.

Terceiras faixas em Lages

A reunião definiu os locais prioritários onde devem ser implantadas as terceiras faixas, são elas:

·        Localidade de Índios (Lages) – do km 207 ao km 211 – Sentido Lages
·        Localidade de Índios (Lages) – do km 213 ao km 209 – Sentido Florianópolis)

Além disso, viabilizar as melhorias na terceira faixa do km 221 ao km 224, prolongando sua extensão até próximo ao cruzamento com a BR-116, no bairro Boqueirão, zona Oeste de Lages. E ainda o prolongamento da Marginal Sul entre o Aeroporto Federal de Lages e o acesso a SC-114, no sentido a São Joaquim.

Sobre o aumento da velocidade máxima na BR-282, um levantamento feito pela PRF mostrou que 90% dos motoristas que trafegam pela rodovia andam entre 100 a 110 quilômetros por hora. Entre os veículos pesados, a média é de 80 a 89km/h.  

Outro assunto tratado foi a implantação, especialmente uma maior agilidade na conclusão da instalação das cinco passarelas previstas para o perímetro urbano de Lages. Das cinco, apenas duas estão instaladas, e uma das principais que seria na altura da rua Campos Salles, entre os bairros Gethal e Santa Maria, não saiu do papel, e nas últimas semanas já houve registro de mortes por atropelamento no local devido a falta das passarelas.

Sobre o aumento de velocidade na BR-282, a deputada Carmen Zanotto, informou que irá buscar junto aos órgãos federais a possibilidade de mudança no limite de velocidade.

Prefeito preocupado com a falta de radares

O prefeito de Bocaina do Sul, município distante cerca de 40 quilômetros de Lages, Luiz Carlos Schmuller, quer que os radares de velocidade que foram desativados na rodovia voltem a funcionar, pois durante o período que eles estavam ativos, os números de acidentes diminuíram, especialmente na cidade, mas ele teme que os acidentes voltem a ocorrer com mais frequência sem os radares.

A reunião contou ainda com a presença do presidente da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) e prefeito de Bom Retiro, Vilmar José Neckel; os prefeitos Arno Marian (São José do Cerrito); Antonio Ceron (Lages) e; Milena Andersen Lopes Becher (Vargem); o chefe da Delegacia da PRF em Lages, inspetor João Paulo Hass e Carlos Magno Júnior; Superintendente do DNIT em Lages, o engenheiro Ênio Spiecker; o presidente da Acil, o empresário Sadi Montemezzo e demais membros da diretoria, o vereador Mauricio Batalha (Cidadania), Presidente da União das Associações de Moradores de Lages, Antonio Carlos Costa (Tita) e presidente da Associação de Moradores do bairro Gethal, Aldori Wolff, o Pelé.