Entre as supostas irregularidades e crimes apresentadas estão o desvio de medicamentos, transgressões, negligência, omissão, entre outros.

Por LD,
Lages/SC

📷 Reprodução / TV Câmara

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pronto Atendimento Tito Bianchini, em Lages, teve o seu relatório final lido no final da tarde desta terça-feira (13) no plenário da Câmara dos Vereadores de Lages, pelo relator da comissão, o vereador Jair Junior (PSD). Formada pelos vereadores, Maurício Batalha Machado (Cidadania), presidente da comissão; Jair Junior (PSD), relator da CPI, e ainda Lucas Neves (Progressistas), Jean Pierre (PSD) e Thiago Oliveira (MDB), o relatório apontou supostos crimes e irregularidades como o desvio de medicamentos de uso controlado para sustentar dependência química; transgressão; ausência nos plantões; negligência no atendimento; cobrança de procedimentos na qual deveriam e são gratuitos, entre outros. 

As investigações e oitivas ocorreram ao longo de 180 dias e rendeu quase 60 páginas com vários depoimentos de pessoas envolvidas no atendimento, gerência, estoque e administração da Saúde de Lages, além de pacientes e parentes de pacientes. Os vereadores também estiveram presentes no P.A. antes do fechamento deste após a inauguração da UPA 24h no final do mês passado, para verificar as denúncias in loco.

O documento lido, esclarece, que a função da CPI não é de condenar ninguém, mas apenas colhe informações e apresenta indícios de crimes ao Ministério Público, que através de suas atribuições irá proceder com investigação mais a fundo sobre as supostas irregularidades e ilicitudes e assim proceder com processos administrativos e judiciários. O relatório foi encaminhado ao MP e também a Prefeitura de Lages para tomar as medidas procedentes ao caso, e sugere, a exoneração de alguns funcionários ligados à Secretaria Municipal de Saúde, senão, pelo menos a abertura de processo administrativo.

P.S.: O Lages Diário Comunicação não irá divulgar os nomes dos envolvidos, até porque como o próprio relatório da CPI já informa, a CPI não tem poder de condenar ninguém, e não será o LD quem o fará, cabendo assim, ao Ministério Público investigar e concluir, se houve ou não atos ilícitos por parte dos envolvidos apresentados no relatório da referida comissão.