Após sete anos de execução, o programa abrange um universo de oito mil estudantes em 33 Emebs, 12 Ceims e dez núcleos de Educação no Campo.

Por ALINE TIVES da ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML

A Secretaria Municipal da Educação promoveu, na tarde da última segunda-feira (12 de agosto), o primeiro Café Fiscal, que contou com a participação do prefeito Antonio Ceron, do vice Juliano Polese e apoiadores do programa de Educação Fiscal que é realizado nas escolas em Lages. Estiveram presentes o delegado da Receita Federal de Lages, Carlos Padpliskas, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Lages), da Associação dos Amigos dos Excepcionais (Apae) e do Observatório Social.

No encontro, foi apresentado um relatório sobre todas as atividades exercidas dentro do programa, desde sua implantação, a evolução, conquistas, pontos positivos, o que pode ser melhorado, novas metas e diretrizes para o futuro. “Ao longo desses anos temos percebido o quanto o programa vem surtindo efeito, e nossos alunos disseminando o conhecimento e modificando o pensamento dos próprios pais sobre o que é cidadania”, destacou a secretária da Educação, Ivana Michaltchuk.

O objetivo da Educação Fiscal é formar cidadãos capazes de compreender a função social dos tributos; entender a importância de acompanhar a aplicação dos recursos públicos e estar motivado para o exercício da cidadania plena. “Iniciar a educação fiscal já na infância é muito importante, pois se quisermos ter uma sociedade justa e igualitária, precisamos assumir este compromisso enquanto poder público”, enfatizou o prefeito Antonio Ceron.

Trata-se de um conjunto de ações educativas realizado em parceria com a Receita Federal em escolas de todo país. “É fundamental ensinar as crianças a terem deveres, e não somente esperar pelos direitos. Programas com esta iniciativa podem mudar o país”, ressaltou o Delegado da Receita em Lages, Carlos Padpliskas.

Oito mil estudantes participam do programa

Em Lages o programa iniciou em 2012, com um projeto piloto em quatro escolas, sendo duas municipais e duas estaduais, com o envolvimento de 350 alunos. Hoje, após sete anos de execução, o projeto se tornou programa e abrange um universo de oito mil estudantes em 33 Escolas Municipais de Educação Básica (Emeb), 12 Centros de Educação Infantil Municipais (Ceims) e dez Núcleos de Educação no Campo. São cerca de 150 professores disseminadores que atuam no programa, de forma interdisciplinar. Eles participam periodicamente de cursos de formação pedagógica para levar o tema para sala de aula de forma prática e dinâmica, e recebem materiais didáticos como cartilhas e apostilas para trabalhar.

No ano passado foi realizado o I Seminário Regional de Práticas e Expectativas de Educação Fiscal, com participação de 300 alunos divididos em dez grupos de oficinas ministradas pelos seus professores.

Também foi feito um concurso para a escolha da mascote do programa, com envolvimento de 2.200 alunos. A proposta era que eles desenhassem como imaginavam a mascote, para que ela ganhasse vida depois. O desenho de um aluno do Caic Nossa Senhora dos Prazeres foi selecionado, com a representação do “Porquinho da Cidadania”. “Vamos lançar mais um concurso este ano, que será para a escolha da mascote mirim, representando a educação infantil, e um concurso de redação em todas as escolas, com o tema corrupção”, relatou o coordenador do programa, Cristian de Oliveira.

Este ano o programa foi inscrito no Prêmio Nacional da Educação Fiscal, cuja premiação será divulgada em novembro. Em 2016, a Emeb Cel Manoel Thiago de Castro, do bairro Santa Clara, ficou entre os seis melhores projetos de educação fiscal do Brasil, dentre 1.500 escolas públicas e particulares. Na final, acabou conquistando o segundo lugar e trouxe de Brasília um prêmio de R$5 mil. “Nos consideramos vencedores, pois investimos apenas setenta reais no projeto, enquanto a escola vencedora investiu cerca de R$ 10 mil. Com o dinheiro do prêmio decidimos realizar o sonho deles, que era ir conhecer um parque aquático. A maioria dos alunos da escola é socialmente vulnerável, então esse passeio foi algo incrível para eles, que puderam ver que através do estudo podemos realizar nossos sonhos”, apontou o professor Cristian.