Central de Controle Operacional (CCO) mostrará, em tempo real, pontos com anormalidades e solução será breve.

Por DANIELE MENDES DE MELO da ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML

Ao longo desta semana (entre segunda e quinta-feira, dias 12 a 15), dois especialistas da empresa NewTesc, de São Paulo, engenheiro eletrônico, o paulista Davi Roberto Couto Silva, e o consultor comercial, o curitibano Marcelo Ekuni, estão em Lages atuando na passagem dos controladores para a Central de Controle Operacional (CCO) de semáforos da cidade, pois estavam todos em pontos isolados e não havia comunicação nenhuma com a CCO, situada na sede administrativa da Diretoria de Trânsito (Diretran). Portanto, os controladores estão se tornando online, e para isto foi instalado o servidor, com a devida configuração. Eventuais problemas estão sendo equacionados e resolvidos. Este trabalho envolve todos os 41 semáforos, porém, alguns ainda dependem da resolução de problemas ou com necessidade da instalação da fibra óptica, ou há pendências de instalação de controlador. Até quinta-feira (15) será concluída a comunicação interligada de 30 pontos. A ativação da comunicação das demais placas será estabelecida pelo pessoal treinado. “Estamos implantando o sistema de monitoramento. Com a Central é possível visualizar intermitências, problemas e defeitos no controlador do semáforo, como quedas de energia elétrica que envolva lâmpada ou LED, acidente de trânsito, de forma mais rápida. Este um sistema que melhora a vida dos trabalhadores de trânsito e a do cidadão. A evolução é gradativa com o tempo”, pontua o engenheiro Davi.

A empresa está em Lages também com o intuito de treinar dois técnicos eletricistas efetivos da prefeitura na aprendizagem de programação e ter uma noção básica do funcionamento e manuseio do sistema digital de acompanhamento dos semáforos de Lages.

O diretor de Engenharia de Trânsito e Sinalização da Diretran, Sérgio Todeschini, explica que os profissionais ficarão de olho na Central para averiguar problemas eventuais proporcionar que seja resolvido no menor tempo possível e não haja transtornos à mobilidade urbana. “Os eletricistas são Diego e Luciano. Um agente de trânsito terá uma tela na Diretran para observação”, pontua Todeschini.

Para o prefeito Antonio Ceron esta ação é de suma importância para a melhoria da mobilidade urbana de Lages. “Temos a responsabilidade de gerir todo o sistema de trânsito da cidade. Com estudos e planejamento estamos determinando ações que irão melhorar o trânsito”, diz o prefeito.

Estudo para implantação da “Onda Verde”

Já existe um software desenvolvido por um doutor em Trânsito na Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) e então será repassada pela Diretran a contagem volumétrica de veículos que passam nos cruzamentos e serão inseridas em um simulador, baseando a definição do melhor método de sincronismo da “Onda Verde”. Um segundo profissional, professor da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), atuante na Engenharia de Trânsito, também utilizará informações disponibilizadas pela Diretran para inserção em software. Boa parte dos estudos já está pronta pela Diretoria de Trânsito. “Esta sincronia já funciona de modo que o motorista já sente o impacto positivo”, salienta Todeschini.

“Onda Verde” não é o mesmo que sincronia

O consultor comercial, Marcelo Ekuni, esclarece que todos os semáforos contam com sincronia de relógio, de acordo com os momentos de abertura, alerta e fechamento e com o ciclo total nos cruzamentos. A “Onda Verde” depende de estudos relacionados ao volume de carros e de horários de pico com maior movimentação na travessia de carros, e aí então seriam estabelecidas diferenciações de tempo em horários mais “quentes”, como início e final da manhã, da tarde e da noite. “A partir da contagem de carros, joga-se a simulação para o software e assim evitar questões de impasse, como congestionamentos. Ou seja, é preciso haver essa defasagem para haver a ‘Onda Verde’. Depois dos estudos haverá no mínimo cinco planos para tal finalidade. O que se está fazendo aqui por enquanto é a comunicação da fibra, desde a Central até o controlador. A Central mantém o relógio de todos os semáforos igual”, enfatiza Marcelo Ekuni.

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML