As desapropriações são necessárias para que as obras de implantação da avenida tenham continuidade.

Por ALINE TIVES da ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Greik Pacheco / ASCOM PML

Foi assinado, no gabinete do prefeito Antonio Ceron nesta quinta-feira (1° de agosto), o primeiro Termo de Desapropriação Amigável de parte de um terreno que fica às margens do Complexo Ponte Grande. As desapropriações são necessárias para que as obras de implantação da avenida tenham continuidade. Além deste, outros dez terrenos precisam ser desapropriados. “Preferimos pelo acordo amigável, por ser um processo mais rápido, que pode ficar bem para os dois lados, pensando em uma obra desta grandeza, que vai beneficiar toda a comunidade”, ressalta o prefeito.

A desapropriação sem ação judicial foi sugerida pela própria proprietária, Cíntia Taís Borges Furtado. “Estou aliviada, pois era um acordo que há muitos anos esperava que fosse cumprido. Escolhi desta forma por ser mais rápido, agora podemos pegar o dinheiro da indenização e seguir nossas vidas”, conta. A mãe dela possuía uma casa no terreno, que será demolida para dar seguimento às obras da avenida.

Esta foi a primeira assinatura utilizando o recurso do financiamento junto à Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 5 milhões que serão utilizados para as desapropriações. De acordo com o engenheiro civil da Secretaria do Planejamento e Obras, Caetano Palma Neto, esta será uma prioridade para que se possam abrir novas frentes de trabalho na obra do Complexo. “Em alguns trechos as obras precisaram ser interrompidas, pois precisava demolir casas e ocupar os terrenos que ainda não estão desapropriados”, afirma. Dos dez terrenos que faltam desapropriar, dois são baldios e oito contam com construções.

A próxima etapa é executar 100% da ligação dos emissários de esgoto, até a BR-282. A conclusão dos emissários, ligando ao ramal principal da avenida Ponte Grande, é uma imposição da Caixa Econômica para que o contrato seja renovado no ano que vem.

O serviço será feito nestes pontos fragmentados, que estavam faltando. Os emissários precisam ser retomados da avenida Presidente Vargas até a travessia com a avenida Marechal Castelo Branco, depois até a BR-282, onde cinco imóveis ainda precisam ser desapropriados. “A empresa iniciou o trabalho na parte da pista, mas como as escavações estavam ficando profundas, precisaram ser interrompidas para não danificar os imóveis”, relata Caetano.