“Conversamos sobre como desmistificar a ideia de que cervejas artesanais são caras e também em relação ao cuidado que temos no Bar em criar uma identidade de aproximação dos clientes, carinhosamente chamados de Embaixadores. Não é todo dia que podemos ver todo o funcionamento na prática (...)” – Ricardo Perogaro Franzoi.

Por DANIELE MENDES DE MELO da ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Embaixada Bar / Divulgação

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo, da prefeitura de Lages, atua permanentemente no incentivo ao fortalecimento da cerveja artesanal. A fábrica da cerveja artesanal lageana Princesa da Serra terá um investimento de R$ 1 milhão na sua ampliação no bairro Vila Mariza, passando da produção de cinco mil litros por mês para 20 mil litros mensais. A inauguração está prevista para meados de novembro e a os primeiros testes para agosto. Outras indústrias do ramo aparecem no cenário lageano.

Uma das promissoras ousadias é a da empresa Embaixada Bar, a qual possui uma cervejaria cigana, em que é terceirizada a produção das suas cervejas. São quatro estilos próprios:  Pilsen SupertrampWeiss AmelieVienna Kane e Ipa Vito. No Bar, situado na rua Otacílio Vieira da Costa, centro da cidade, são servidos estes estilos e chopps de cervejarias visitantes do Brasil todo. “O cenário da cerveja em Lages tem crescido nos últimos dois anos. Foi neste período que surgimos, além da Princesa da Serra, a Eiswasser, a Guedbeer e a L’jaika, bem como a Frostbier, que já existe há 13 anos”, observa o proprietário do Embaixada Bar, Ricardo Pegoraro Franzoi.

O empreendedor lembra que este ano de 2019 também foi especial porque a Princesa da Serra colocou Lages no Mapa da Cerveja, trazendo uma medalha de ouro na categoria Weiss, super concorrida, no Festival Brasileiro de Cerveja, o maior do Brasil. “Além disto, temos uma loja de insumos cervejeiros em Lages, a Serena Brew Shop. Aqui no Bar incentivamos a cultura disseminando conhecimento. Explicamos aos clientes como são os estilos de cerveja, fazemos brassagens (ato de produzir cerveja) abertas ao público. Há cursos de produção de cerveja, bem como especializações para cervejeiros caseiros em parceria com a Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina (ACerva), e também levamos nosso chopp em todos os eventos que podemos, para dar opção aos clientes”, descreve Pegoraro. A Associação de Cervejeiros da Serra está em processo de criação, em que estão convidados cervejeiros de outras cidades da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) para a comporem. Somente existem cervejeiros regularizados no Mapa junto ao Ministério da Fazenda. Os caseiros não possuem esta validação.  

Adolescentes e a “manha” para a gestão de negócios

Para compartilhar a história de empreendedorismo do Embaixada Bar, 16 estudantes da Escola de Educação Básica (E.E.B.) Leovegildo Esmério da Silva, de Salto dos Marianos, interior de São José do Cerrito, viajaram a Lages na quarta-feira (7 de agosto), para dar início à programação do Mês das Profissões daquela instituição. A atividade faz parte do #EmbaixadaExplica. Os alunos foram recepcionados pela também proprietária do Bar, Franciele Gobi.

Os assuntos foram empreendedorismo, gestão administrativa e financeira, tributação incidente sobre os produtos, desenvolvimento de cardápio e construção da identidade do negócio. “A visita dos alunos foi uma iniciativa em parceria com a professora de Sociologia, Suelen, da Escola Leovegildo, para abrir o Mês das Profissões do colégio. Nós conversamos sobre diversos temas, e por eles estarem no segundo ano do ensino médio são menores de 18 anos e não puderam degustar as bebidas, mas ficaram sabendo de tudo. Explicamos o movimento da cerveja artesanal, logo eles entrarão no mercado e muitas pessoas ainda não conhecem. É uma opção e temos o papel de mostrar ao público como funciona”, justifica Franciele Gobi.

No grupo de estudantes foram descobertas vocações semelhantes às atividades de um bar. “Dentro da turma havia adolescentes que querem seguir carreira em contabilidade e mostramos como fazemos lançamentos e entrada de notas fiscais.” A empresária ainda relata que, “mostramos visualmente a diferença entre as cervejas (cor e espuma). Falamos sobre os desafios de ter um bar com uma proposta diferente da que estamos acostumados a ver (com venda de cerveja em torneiras e não haver garrafas comerciais), e para um público que ainda tem de ser educado e habituado com este estilo que vendemos. Batemos um papo bem legal sobre as superações e como temos de nos reinventar para conquistar o nosso espaço no mercado”.

Já Ricardo Pegoraro enfatiza o poder do conhecimento para quebrar paradigmas e levar o nome do empreendedorismo lageano a outros lugares como modelo. “Conversamos sobre como desmistificar a ideia de que cervejas artesanais são caras e também em relação ao cuidado que temos no Bar em criar uma identidade de aproximação dos clientes, carinhosamente chamados de Embaixadores. Não é todo dia que podemos ver todo o funcionamento na prática. Obrigada à professora Suelen por permitir que a gente abrisse as portas para mostrar o mundo fantástico do empreendedorismo e das cervejas artesanais.”

O empresário então termina: “Para deixar tudo isso ainda melhor, finalizamos nosso encontro com um almoço feito com carinho para a turma. Acreditamos que ações como esta agregam um conhecimento que não é ensinado na educação formal, e esperamos com isso plantar uma semente que se desenvolverá e irá gerar ótimos frutos na nossa sociedade.” Por telefone é possível saber mais a respeito do Embaixada Bar: 99803-9691 ou pela fanpage no Facebook: Embaixada Bar.