Somente na montagem de toda a estrutura do evento antes do seu início foram contratados cerca de 400 profissionais das mais variadas áreas.

em Lages/SC

📷 Nilton Wolff / Catarinas Comunicação
A tradicional Festa do Pinhão, em Lages, além de oferecer diversão e lazer para milhares de pessoas, ajuda a movimentar a econômica do município por meio da geração de emprego e renda. Cerca de 1,4 mil ocupações temporárias são geradas somente em função do evento no parque Conta Dinheiro. 

As contratações, segundo Gaby Produtora, empresa que organiza a Festa, começaram antes mesmo das festividades. Cerca de 400 profissionais, de várias áreas, trabalharam na montagem de palco, som, iluminação e demais setores que envolvem a estrutura do evento. 

Agora, durante a festa, estão atuando dentro do parque profissionais de várias áreas. O time é composto por colaboradores da área de brigadista e segurança, limpeza, ambulatório, alimentação, barraqueiros, alimentação, dentre outros. “A Festa do Pinhão é feita por muitas pessoas. A maioria delas é daqui. Lageanos têm com o evento chance de uma renda extra ou até mesmo a única no mês em que o evento é realizado”, diz Beto Ody, da Gaby. 

O casal Márcio Santos, de 40 anos, e Jose Soares, 30, está atuando na área de segurança. Eles contam que estão desempregados e decidiram trabalhar na festa para pagar gastos domésticos. Ela trabalha na revista no portão de entrada do parque, e ele percorre o interior do local auxiliando na segurança dos visitantes.

“Estamos muito contentes por ter essa oportunidade de trabalho na festa. O dinheiro que estamos ganhando vai nos ajudar bastante. Vamos usá-lo para pagar dívidas com aluguel e para as despesas da casa”, revelou Marcio, desempregado há dois meses. O casal mora no bairro Bela Vista, em Lages.

Festa é boa para todo mundo 

Além de gerar emprego e renda para as famílias de Lages, todos os anos a Festa do Pinhão mexe com a economia local e da região, movimentando a rede hoteleira, taxistas, bares restaurantes, salões de beleza, postos de combustíveis e vários outros setores. 

O presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Lages, Mário César Alves, diz que os hotéis da cidade estão praticamente todos lotados. A procura pelos leitos começa três meses antes do evento. “Alguns precisam contratar pessoal de forma temporária, como é o caso dos restaurantes. Nos hotéis também, mas de forma esporádica. O que acontece é a hora extra para os funcionários. De qualquer maneira, a festa é oportunidade de incremento na renda dessas pessoas. A Festa do Pinhão é o Natal da rede hoteleira”. 

Com a lotação dos hotéis em Lages, há possibilidade de ocupação em cidades vizinhas, como é o caso de Urupema. Atualmente, a cidade oferece cerca de 300 leitos. Metade está reservada para período da Festa. “Costumamos dizer que Urupema é um bairro de Lages, de tão próximo que fica, são cerca de 50 quilômetros. O visitante da Festa pode conhecer outros lugares e toda região acaba ganhando”, diz o secretário de Turismo, Antenor Arruda.