A cada dois meses, as famílias dos internos são convidadas a participar de encontros nos quais recebem orientações sobre como fazer pare da rede de apoio na busca pela ressocialização.

Por TAINA BORGES da ASCOM TJ-SC (COMARCA DE LAGES),
em Lages/SC 

📷 Taina Borges / TJ-SC Comarca de Lages
Atualmente, cerca de 40 adolescentes estão no Centro de Atendimento Socioeducativo de Lages (Case) em cumprimento de internação, medida prevista no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) para garotos e garotas em conflito com a lei. A cada dois meses, as famílias dos internos são convidadas a participar de encontros nos quais recebem orientações sobre como fazer parte da rede de apoio na busca pela ressocialização. O juiz da Infância e Juventude da comarca de Lages, Ricardo Alexandre Fiúza, conversou com os parentes no encontro da última sexta-feira (7).

A ação de acompanhamento e orientação às famílias ocorre dentro do plano de trabalho técnico socioeducativo do Case. As atividades foram intensificadas nos últimos tempos. Além dos atendimentos individuais e trabalhos em grupo, os profissionais fazem contato com a rede de atendimento nos municípios de origem dos adolescentes, formada por unidades públicas como Centro de Referência em Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) e Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

A psicóloga Cristiane Granetto diz que o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) preconiza esse atendimento às famílias. Na unidade, o encontro multifamílias, como é chamado, ocorre logo depois da visitas. A maioria dos internos do Case de Lages são de outras regiões do Estado. Para quem não tem condição de pagar, o Departamento de Administração Socioeducativa (Dease) fornece a passagem, uma vez por mês.

“Todo esse esforço é para que os adolescentes retomem suas vidas como todo cidadão, sendo livre, com acesso ao trabalho, estudo, saúde e lazer.  Que eles possam viver com dignidade, respeitando e sendo respeitado”, destaca.

O juiz Ricardo Fiúza reforça que a participação da família é fundamental na socioeducação dos adolescentes autores de atos infracionais. “É preciso que todos estejam preparados para dar o suporte e incentivo necessários quando voltarem para casa, especialmente a família. Os vínculos comunitários e familiares precisam estar fortalecidos. Essa será uma grande ajuda para que não voltem à prática de atos infracionais”.

Na oportunidade, a coordenadora do Creas, psicóloga Rozilane de Fátima Vieira, explicou sobre os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas) aos irmãos, tios, avós e pais presentes.